Então ontem uma diaba resolveu falar. Falar, falar, falar...
Ela falava, desfiando um rosário interminável e inacreditável de estupidez.
E eu só olhava, balançava a cabeça e pensava: Como o hábito de pensar faz falta na vida de uma pessoa...
Meu trabalho normalmente me manda para lugares calorentos, sem água encanada e cheio de pessoas fétidas.
Mas aí chega um dia que ele me manda para Porto Alegre... rsrsrsrsrs...
Aí, né. Tem a LINDA da Ro, que me busca no aeroporto, me leva para almoçar em um lugar DELÍCIA, divide uma garrafa de vinho comigo, me dá raviolis de goiaba com sorvete de mascarpone, me leva para passear, fica conversando comigo a tarde inteira, e dando muita risada e, como se ainda fosse pouco, me dá uma caixa de bem casados! (?!?!?!?!).
Ou seja.
Tem dia que eu gosto do meu trabalho.
ps. quero fazer aqui uma declaração solene: essa coisa de que a moça é barbeira, dirige mal e ameaça a paz pública saindo desgovernada pelas ruas de POA e pelas estradas do RS é completamente preconceituosa e mentirosa. Eu andei horas no carro da moça... e não senti medo nenhuma vez!
Não contente em trabalhar doze horas por dia, resolvi trabalhar catorze e pegar umas aulas para dar, para reforçar o orçamento e "ver qual era".
E não é que, contrariando todas as expectativas (eu tinha uma experiência anterior que tinha sido absolutamente desastrosa), está sendo muito bom?
Meus alunos são bacanas e interessados, as coisas estão fluindo com facilidade e eu estou adorando a coisa toda.
Gente, vamos parar tudo por um minuto para prestar nossas mais sinceras homenagens à santa mulher inventora da escova progressiva?
Tintin, meu bem. Que você seja abençoada com luz, paz, saúde, amor, dinheiro e muitos, mas muitos dias de cabelo bom.
Eles acabaram de voltar de um final de semana delicioso na praia. Na praia que eles adoram. Estava um sol maravilhoso, eles fizeram tudo o que gostam.
Estão com seus computadores ligados, afinal, cometeram a heresia de ficar sexta-feira, sábado e parte do domingo sem trabalhar... domingo a tarde, precisam compensar...
Começam a conversar sobre a validade disso tudo, se precisam mesmo de trabalhar tanto para ter tantas coisas materiais, se a vida não pode ser mais simples, se não podem já mudar para a praia...
Imaginam hipóteses, pensam se seriam possíveis... até que ele, decidido, declara:
Vou tomar uma atitude drástica!
Ui, ela arrepia: e qual vai ser esta atitude?, já pensando em levantar para fazer a mala.
Aqueles que frequentam as academias nas quais estão matriculados três ou mais vezes por semana são chamados "hard users".
Fazendo uma pequena adaptação do conceito, acredito que podemos considerar "hard users" de aeroporto aqueles que voam uma vez ou mais por semana.
Pois bem.
Como pessoa enquadrada no conceito super científico que eu mesma criei, tenho uma reivindicação - que é comum a outros "airport hard users" que eu conheço: será que não é possível criar uma entrada de estacionamento exclusiva para a gente?
As geniais companhias criaram programas de milhagens que nos permitem embarcar sem fila, ter salinha de espera própria, etc, não deve ser tão difícil assim...
Veja bem: um "hard user" costuma chegar ao aeroporto sempre no limite do tempo. Mas no limite, mesmo, triscando. Um hard user que se preze entra no estacionamento uns cinco minutos antes do início do embarque.
Um hard user já sabe que o negócio é passar batido por todos os pisos e ir direto ao último, porque lá SEMPRE tem vaga. E que SEMPRE é possível, inclusive, escolher a vaga que você quer usar (para uma desequilibrada mentalmente como eu, isso é o detalhe que faz toda a diferença, porque no dia que eu não deixo o carro à esquerda da saída do elevador do G5 - o laranja - eu demoro muuuuito para encontrar o carro na volta. Deve ser por isso, também, que eu odeio TANTO Cumbica... lá não tem o cantinho esquerdo da saída do elevador do G5 e, consequentemente, eu fico horas procurando o meu carro na volta, ainda que eu tenha anotado no cartão de estacionamento o lugar onde eu deixei o carro, mas isso é assunto para outro post...).
Voltando.
O problema é que os regular users ficam hoooooras andando devagarzinho, dando ré, parando no meio da pista e impedindo a passagem dos atrasados hard users.
A vontade de descer do carro, pegar a lesma da sua frente pelo pescoço e gritar "VAI LOGO PRO G5 - ANIMAL!" é tão grande que eu não sei como ainda não foram documentados casos de agressão no local.
Acho que, para o bem geral e a manutenção da paz nos estacionamentos de Congonhas (ambiente já normalmente de frágil equilíbrio ecológico), poderiam ser criadas catracas e passagens exclusivas para os hard users.
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Enquanto isso não acontece, já seria de bom tamanho que o povo que não tem SEM PARAR passasse pelas DUAS catracas de entrada/saída que não têm o sistema, e que toda vez estão livres, e deixassem a ÚNICA catraca equipada com o sensor, e que sempre tem fila, para quem usa o sistema.
Ontem fui convidada para ser madrinha de casamento de um casal queridíssimo, mesmo. E eu sinceramente não esperava receber este convite.
Estou muito feliz e emocionada, e fica aqui o registro.
Paula e Rafa, obrigada por me proporcionar esta alegria.
Você acorda muito, muito cedinho, porque tem aproximadamente 75 milhões de pendências antes de embarcar às 8 da manhã.
Liga na rádio de notícias, força do hábito.
Ouve que a tal da putzinha do governador de NY recebia coisa de 5 mil dólares (?!?!?!) por "programa". Pensa na duração de um "programa". Pensa no que você tem que fazer para, com seu trabalho, arrecadar os mesmos cinquinho. Pensa na sua passagem para NY. Pensa no seu passaporte, com o visto concedido.
E sente uma tentação...
Ontem a noite respirei fundo, tomei coragem, resisti à tentação de transformar em espaguete à bolonhesa a carne moída que eu tinha pedido à assistente para já deixar refogada na geladeira, e fiz uma moussaka!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Não me machuquei, não destruí de maneira irremediável nenhum utensílio e, o mais incrível, FICOU BOM!
Dá um trabalho do cão, mas fica uma delícia.
Queria das a minha opinião sobre as células-tronco.
Eu acho que essa discussão, na buena, nem tinha que acontecer. É liberar e ponto final.
Os embriòezinhos lá congelados NÃO estão implantados em um útero. Caso (caso) eles sejam implantados um dia NÃO é certeza que eles "peguem". Caso eles "peguem" NÃO é certeza que eles vão virar bebês, até porque ninguém sabe direito o que acontece com esses embriões que ficam congelados durante anos a fio, se eles são efetivamente viáveis e talz.
Porque não usar esse material para pesquisar soluções para acabar com o sofrimento de gente que JÁ foi "implantada" no útero, JÁ passou por todas as divisões necessárias, JÁ nasceu, e JÁ está sofrendo horrores????????????
Discussãozinha fué, isso sim.
Para enfrentar essa maratona toda, ainda bem que eu me preparei em um maravilhoso final de semana de sol na praia, com direito a tudo o que eu tenho direito...
Hoje eu fui ao consulado dos USA para tirar o meu visto.
É uma maratona. Daquelas. Você paga uma taxa no cartão e, pela internet, marca a data com uns três meses de antecedência (marquei a minha no começo de dezembro, hoje era o primeiro dia que o primeiro horário estava disponível).
O segundo passo é preencher uns 468 formulários e imprimir tudo.
Depois vai ao Citibank (fácil, uma agência em cada esquina) e paga uma taxa, na boua, abusiva.
Depois de ouvir todas as histórias de terror possíveis e impossíveis, eu, que não sou registrada (aliás nem tenho carteira de trabalho), sou solteira, não tenho filhos, não tenho casa em meu nome, pago imposto de renda na pessoa jurídica, e ainda por cima vou viajar com um amigo, portanto, sou vista como uma potencial imigrante-candidata-a-prostituta-e-ou-lavadora-de-pratos-e-baby-sitter, imprimi extratos da minha conta desde setembro, separei todas as faturas de cartão de crédito possíveis, fui atrás da declaração de imposto de renda dos últimos três anos, fiz o contador providenciar declarações de renda, tirei cópias do contrato social do trabalho...
Me preparei mentalmente para responder às perguntas mais capciosas possíveis e cometi o pequeno deslize de dar o nome de um hotel, sendo que vou ficar na casa de uma amiga (achei que ficar na casa de uma amiga me tornaria mais ainda potencialmente candidata-a-puta-e-ou-babysitter). É claro que, entre a entrega dos papéis e a entrevista proriamente dita fiquei fantasiando milhares de possibilidades horrendas, como sair dali no mínimo chutada pelos fundilhos...rsrsrsrsrs...
Acordei cedinho, porque ontem a noite descobri que tinha esquecido de providenciar a maldita fotografia 5x7 com fundo branco tirada há menos de seis meses. É claro que isso atrapalhou um pouquinho a minha noite de sono, mas...
Cheguei lá antes da hora marcada (proeza! acho praticamente impossível chegar a qualquer lugar que seja antes da hora marcada) e fui encaminhada para a primeira fila do dia. Para entrar.
Uns 15 minutos depois, o detector de metais: é claro que eu sou aquela pessoa esquecida e que, embora tenha sido alertada pelo site do consulado e pelos terroristas de plantão que lá não se entra com um alfinete, eu tinha máquina fotográfica, dois celulares, fones de ouvido e até mesmo um plug / adaptador de tomada. Perdi alguns minutinhos na esteira e recebi alguns olhares de "sua terrorista" dos guardas por conta disso. Ainda bem que os guardinhas são todos brasileiros...
Passado o detector de metais, você é encaminhada para a segunda fila do dia. Te colocam sentada em uns banquinhos, com o passaporte, a foto (que eu providenciei a mais um preço abusivo em uma garagem na rua do consulado), o comprovante do banco e os 468 formulários preenchidos, impressos e assinados.
Aí vem uma mocinha malcriada, pega os 468 formulários da sua mão e grita que falta um. Tremi. Muito. Me imaginei sendo enxotada do lugar. Mas ela só me mandou para um balcão onde tem uns formulários e um monte de degradados que não viram o aviso no site preenchendo o documento...
Nessa, umas 30 pessoas passam na sua frente. Você volta para os banquinhos. A mocinha malcriada lê os seus 469 formulários e grita que você não preencheu o campo 493 de um deles. Mas OK. Ela te libera para passar na caixa de vidro 1.
Chega a sua vez. Você fica em pé e recebe uma senha. Fica olhando as pessoas na caixa de vidro 1. Repara especialmente em uma delas, na qual uma mocinha se desespera ao receber variados coices de um american dos mais malcriados. Nas outras caixas de vidro, as pessoas são simpáticas e sorriem. Adivinha o que acontece? Toca o apito e você cai nacaixa de vidro do grosseirão. Lógico.
Você entrega rapidamente o que ele pede, dá graças a Deus por tem um visto anterior ainda que vencido, entrega para ele também. Dá um sorrisinho amarelo e cai fora rapidinho.
Volta para os banquinhos.
Até que, uns 20 minutos depois, você é chamada para a segunda caixa de vidro do dia. Tem que colocar as mãos para a leitura das impressoes digitais. Rapidinho e isento de stress, exceto pelo fato de suas mães estarem tão suadas que você tem que secar duas vezes para o aparelhinho ficar satisfeito.
Aí tem a pausa para o lanche. você pode esperar no café para a caixa de vidro 3, a mais temida, a entrevista.
Na espera, vai até o banheiro (químico!) e depois conversa com as outras pessoas e ouve muitas histórias de horror. Vai ficando apavorada. Dá graças a Deus que a sua senha está se aproximando, nenhum american mal encarado e mau humorado pode ser pior que as histórias de arrepiar que você ouve.
Chega a hora da caixa de vidro 3. A mais temida.
Você é chamada por um gordinho, com cara de simpático. Agradece a Dios. O gordinho faz 4 perguntas: para onde você vai, com quem, em que você trabalha, há quanto tempo. Não pede nenhum dos 45623093454 documentos que você levou, fala "boa viagem" e te manda para a fila do sedex, através do qual eles vão te mandar o passaporte... com o desejado visto!
Você vai para a quarta fila do dia, mas desta vez, aliviada.
Moral da história:
O país é deles. Eles criam as regras que quiserem. Se você quer ir até lá, tem que se submeter a elas. Se bem conheço o meu país, o processo inverso não deve ser lá muito mais rápido e prático. De todas as pessoas que estavam por perto, eu não vi nenhuma sair sem o visto. E olha que eu negaria para algumas delas. Então acho que as histórias de horror são um pouco menos comuns que a gente imagina. O processo todo levou duas horas (no consulado, mais umas 25 horas em todo o resto) e é tudo bem organizado, pelo menos. Zero educado, mas muito organizado. Mas banheiro químico, depois de cobrar uma taxa de 235 reais, isso eu acho que não precisava, mesmo.
Sensacional, gente. Mas mesmo.
Adorei.
Eu nunca fui lá fã de carnaval, escola de samba, essas coisas. Mas quer saber? De perto, muda tudo. Na verdade, eu não acreditava muito nessas pessoas que falam que os desfiles são tudo de bom nessa vida, que ao vivo é outra coisa e yadayadayada... mas agora sou uma delas, para você ver como as coisas mudam, não é mesmo?
O fato é que fui, vi, amei e recomendo.
Em relaçào a todo o resto... o Rio de Janeiro é maraveloloso, como AMO aquela cidade. Ficamos no Leblon, pertinho da Lagoa, e tenho que dizer que eu amo o Leblon. Fomos em blocos, e eu achei fantástico. As pessoas vão fantasiadas, levam a criançada... claro que tem pegação, mas é uma pegação-família...rsrsrsrsrsrs...muito bom.
Comemos todas as porcarias deliciosas de todos os botequinhos pé sujo, né. Que isso é bom demais. Tomamos todos os chopes também. Que faz parte né.
Fui conhecer a moqueca da Tia Penha... lááááá longe, mas vale a viagem (se bem que o que vale a viagem MESMO são os docinhos que as tiazinhas vendem em frente ao restaurante...)
Podia ter chovido um pouco menos, mas mesmo assim.... adorei e pretendo repetir.
Caramba, e não é que fevereiro passou praticamente em branco?
Cacildis...
Eu fiquei com preguicinha, depois fiquei atarefadíssima.... e quando vi... março