Pode ir entrando que a patifaria hoje vai ser da boa...

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Sexta-feira, Agosto 31, 2007




Pequenas impressões de uma novata na cozinha

* Antaum. Daí que tudo começa com um bom livro, né. Que você não é obrigada a nascer sabendo.
Veio parar na minha mão um da Wilma Kovesi, chamado Receitas para todo dia e para os outros também.
Bárbaro.
Ensina a fazer arroz, feijão (afe, feijão eu acho complexo, ainda não tentei), massa de torta, panquecas, essas coisas simples. E também coisinhas mais elaboradas, tipo boeuf bourguignon (esse o namorido que fez, e ficou sensacional). Recomendo fortemente. É tudo simples, fácil, rápido, indolor (não me machuquei nenhuma vez em diversas receitinhas), caseiro e delicioso.

* No começo, você tem que ir ao mercado (tenho um quase em frente de casa, show) com listinhas e comprar absolutamente TODOS os ingredientes. Com o tempo, você passa a ter em casa farinha (eu não imaginava o que levava uma pessoa a comprar um saco de farinha), ovos, fermento (como assim???). E vai ao mercado para comprar um ingrediente só, tipo, a carne. Aí chega um dia que você resolve fazer panquecas e descobre que tem TODOS os ingredientes em casa. E não vai precisar ir ao mercado. E acha isso lindo.

* Aprendi, intuitivamente, que, se você colocar mais que o dobro de cebola e alho que a receita recomenda, a comida vai ficar mais que o dobro de gostosa. Recomendo.

* Também intuitiva e empiricamente, descobri que se você colocar qualquer coisa (carne, legume) na panela com muito alho, muita cebola e uns dois tomates picados, e der uma mexidinha de vez em quando, essa coisa vai ficar deliciosa. E poderá ser comida sozinha ou servir de recheio de tortas, panquecas, massa folhada que você compra pronta no mercado (sim, cozinhar tem limites, não é mesmo?)...

* Percebi ainda que mesmo os melhores livros não são assim tão precisos. Portanto, se prepare para que o tempo de forno / cozimento / preparo da sua comida seja pelo menos o dobro do que está escrito no livro. Descobri isso de modo doloroso (com o estômago doendo de fome, literalmente). Portanto, se está escrito 20 minutos, você só vai comer daqui a 40-50 minutos. Programe-se.

* Você pode ter sempre na geladeira uma garrafa de vinho tinto e outra de branco, abertas. E você pode jogar um tantão de algum dos dois (depende do que está sendo feito) em quase todas as panelas, que o resultado será sabor a mais.

E, sempre, tenha a Tatiana a seu alcance. Ela vai te dar dicas de temperinhos, vai te acalmar quando alguma coisa parecer estranha e vai te passar mais receitinhas deliciosas e simples. Talvez essa seja a "dica" mais preciosa.


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Seria um encosto?

Bom, um belo dia você cansa. Cansa de se alimentar de restos, de comida congelada, de porcarias, de tortas prontas com salada pronta. Cansa de eternamente depender de terceiros para satisfazer a mais básica das necessidades. Cansa de se sentir o único ser vivente da face da terra que desconhece como se faz arroz.
Ou simplesmente recebe um encosto.
Aí você resolve que vai aprender a fazer comida. Que a partir daquele dia, você vai ter, pelo menos, a habilidade de preparar alimentos caseiros e saudáveis.
Se vai cozinhar todos os dias ou não, não importa. Você pelo menos vai saber fazer algumas coisas que a gente não encontra pronta por aí.
Então, amiga, irmã, caminhoneira, atenção para o post a seguir.
Porque meu corpinho anda tomado pelo caboclo cozinhadô.



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Sexta-feira, Agosto 24, 2007



Da verdade dos ditos

Agora há pouco estava conversando sobre uma situação que causou um sofrimento dos maiores que já passei na vida, uma tristeza só.
Os dias pareciam ter 200 horas e aquele sofrimento, na época, parecia que nunca ia terminar.
Mas daquela época até agora já se passaram quase seis anos. E passou. E, conversando sobre o que aconteceu, eu percebi que lembrava apenas do fato principal e de alguns desdobramentos. De um monte de detalhes que eram tão importantes, da participação dessa ou daquela pessoa naquilo tudo, não ficou nada, nada.
É verdade mesmo que nada como um dia depois do outro, viu.
Ainda mais se são vários dias...



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Quinta-feira, Agosto 16, 2007



A situação é essa

Bom, de ontem para hoje eu viajei, dormi poucas horas, tive que acordar cedo e sair correndo, fiz o que tinha que fazer e estou aqui no aeroporto esperando para voltar para a megalópole horrenda.
No entanto, visto um bom modelo, prendi o cabelo adequadamente modos a não deixar aparecer tanto assim que ele está meio sujildo e ainda assim manter o mínimo de estilo e fiz uma maquiagenzinha leve, apressada porém honesta e efetiva.
Aí aparece na minha frente uma SER HUMANA com um legging de oncinha (é, um leggigng de oncinha), sendo que o amarelo da oncinha é um amarelo ovo que tem o exato tom... das sandálias (pode chamar aquilo de sandália? tenho minhas dúvidas, se eu fosse uma sandália me sentiria ofendida) CROC que a cidadã está usando.
Caras, essa mulher teve tempo, ela dormiu bem... E SAI ASSIM NA RUA?
Abriram o portal das assombrações de aeroporto só para me assustar, só pode ser esta a explicação.



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Quarta-feira, Agosto 15, 2007



Estou assim

Cansada, absurdamente cansada.
E atolada em mil coisas para fazer...



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Quinta-feira, Agosto 09, 2007



Prenúncio de um dia difícil

Difícil não é acordar seis da manhã e resistir à tentação de ficar mais meia hora dormindo abraçadinha.
Difícil não é levantar da cama com o dia ainda escuro, se arrumar correndo, ir correndo para o escritório, fazer correndo o trabalho que tem que ser entregue antes das oito, sair correndo pela 23 para o aeroporto, arrumar uma vaga correndo e descer do carro correndo para fazer o check in.
Difícil não é saber que você vai passar o dia todo fora, trabalhando camelamente, e vai chegar em casa à noite e ainda vai ter muita coisa atrasada epor fazer.
Difícil mesmo é chegar ao aeroporto e dar de cara com uma sujeita gordinha vestida com um conjuntinho (não vou ofender a memória de Chanel e chamar aquilo de tailleur, não quero ninguém puxando o meu pé a noite e tenho grande respeito pelos mestres) composto de blazer e short (sim, você leu short) de tecido barato da Zepa azul marinho, mal cortado, mal acabado (sobre a adequação nem falaremos), acompanhado por botas de camurça pretas de cano alto, chegando até uns dois dedos acima do joelho (sim, você leu uma gordinha vestida com conjuntinho azul marinho de blazer e short combinado com botas de camurça pretas acima do joelho).
Tudo isso antes das sete e meia da manhã.
Isso sim é difícil.



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Segunda-feira, Agosto 06, 2007



Rápida e rasteira

Afilhadinha-orgulho-da-madrinha vai ao parque.
Lá, ela conhece uma amiguinha.
Pergunta o nome da amiguinha, que responde: Cinderela.
A mãe da menina explica que a fófis anda em uma fase super assim princesa, e que quer que todos a chamem de Cinderela, embora seu nome seja, sei lá, Maria.
Sendo simpática, a mãe da Cinderela pergunta para Afilhadinha-orgulho-da-madrinha : e o seu nome, qual é?
Ao que Afilhadinha-orgulho-da-madrinha responde prontamente: BRANCA DE NEVE!


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Alegria alegria

Tem coisas na vida que têm preço, que muitas vezes é caro, mas que resultam em uma felicidade de um tamanho que definitivamente não tem preço.
Melhor cabeleireira do mundo EVER rulessssssssssssssssssssssss.



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Quarta-feira, Agosto 01, 2007



Fatos e fotas

Eu não tenho a menor idéia de como se faz para postar imagens aqui, infelizmente.
Mas por favor, dê uma olhada aqui e me responda: porque a moçoila casadoira em questão aparece em praticamente todas as fotas de seu casório com a mãozinha por baixo do vestido?
Ela é linda, maravilhosa, poderosa, desfilante... será que tinha alguma coceirinha incomodando???
Mistérios dessa vida, não é mesmo, minha gente?!?!


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Sim, aconteceu comigo

Aí chega o seu dia, neam?
Na semana passada, na volta da minha epopéia nordestina, fiquei presa no aeroporto, praticamente dormi por lá, passei fome-frio-cansaço, dei chilique e finalmente consegui voltar para casa. Doze horas e um ataque histérico (com direito a pegar o rádio da cia. aérea na mão e imaginar que ia aparecer no JN agredindo os funcionários da companhia, bem no estilo gente-que-eu-sempre-desprezei) depois.

Cada dia mais inconformada por não ter nascido na Europa.



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