Parem as rotativas!
(mais uma da séria post datado também vale)
Caras, eu estou muito mas muito passada mesmo.
Acabo de ver as fotos do casamento da WC (nossa! exclusividade! só eu vi!).
Me acompanhem:
WC acertou o modelo - digam o que quiserem, que era simples demais, que faltava algo, etc. Era nada. Era lindo, era elegante, era tudo de bom. A produção toda. Amei amei amei.
A mulher, a lenda, o mito, também conhecida como a mãe da noiva, acertou o modelo - gentem, ela é a prinicipal consumidora da Versace no Brasil, praticamente a garota propaganda. Ela mora em uma casa que tem banheiros de mármore rosa com torneiras douradas e aquele conjuntinho de porta-escovas-saboneteira-porta-cotonete da Versace, com a medusa desenhada em dourado e tudo, que eu vi na Caras. Essa mulher, essa lenda, esse mito ACERTOU O MODELO no casamento da filha! Quando eu achava que ela iria aproveitar para brilhar! Brilhou, de fato, mas acertadamente, estava tudaaaaaaaaa de bom. Aliás, ela deixou a filhota fazer o vestido na CK!!!!!!!!!
Acontece que isso acontecer faz a gente perder as referências, não é mesmo? E agora, depois disso, me responda: se a Marísia Lerdícia, a WC e a Mulher, a Lenda, o Mito acertam o modelo, quem é péssima nesse mundão de meu Deus?
O que vem daqui para a frente? A Piovaca vai acertar os modelos? A J Lo (que tem acertado alguns, a propósito)?????
Pelo menos, para alívio geral da nação, Galalau e Ana Maria, a Brega seguiram firmes e fortes errando no modelo. Ainda bem. No dia que essas duas acertarem o modelo, eu imediatamente desço do mundo. Mesmo que ele não esteja parado no ponto.
Eu sei, EU SEI que esse assunto já era e que eu estou definitivamente atrasada porque ninguém mais quer falar sobre isso.
MAS neste final de semana eu vi uma dessas revistas aí. Revista velha, de algumas semanas atrás. E em uma dessas revistas aí, existiam fotos da Dona Marísia Lerdícia na visita do Papa (sim, eu não tinha visto na TV / lido NADA sobre a visita do Papa antes deste final de semana... a vida troncal anda meio movimentada, e eu não tinha tido tempo).
Gents, gents, um milagre aconteceu!
A DONA MARÍSIA LERDÍCIA ACERTOU NO MODELO!
Mais que isso, ela acertou DOIS modelos, em DOIS dias CONSECUTIVOS.
Estava impecável no dia que o Papa chegou (eu melhoraria o sapato, o que não quer dizer que já não estivesse muito bom), e melhor ainda no dia seguinte, quando foi em uma recepção no palácio do governo.
Depois disso, parei de chamar o Papa de Gnomo-cara-de-mau. Esse homem só pode ser um santo homem. Ou já foi milagre do Frei Galvão?
Cinco anos sem ver a amiga.
Quando nos encontramos, depois dos "quanto tempo? como está? que saudade!" habituais, o primeiro comentário dela é: "Olha a sua pele... está ótima, muito melhor do que na época da faculdade! Que pele!!!".
Agradeci envaidecida, é claro. E passei o telefone da dermatologista (não que a amiga esteja precisando, mas ela pediu), é claro.
Boa, Doutora Peruaça! Os ácidos tacados na cara e os creminhos estão valendo a pena! Vinte e nove com carinha de vinte. Isso não tem preço.
Em um belo dia de sol, Madrinha Legítima e Padrinho Adotivo resolvem levar Afilhada de três anos para passear.
Vão ao parque de diversões e se divertem. Muito. Tanto que deixam para almoçar mais tarde.
Quando chegam para o almoço, estão com fome, muita. Madrinha Legítima e Padrinho Adotivo estão a ponto de morder o braço do garçom, e Afilhada de três anos, como toda criança de três anos e pouco, fala que não está com fome e quer continuar brincando.
Mas eles resolvem ser autoritários e impositivos, e sentam para comer.
Pedem três sanduíches, um imenso para Padrinho Adotivo, um normal para Madrinha Legítima e um pequeno para Afilhada de três anos, o que acreditam ser a medida para a fome (e as medidas) de cada um.
Chegam os sanduíches, Madrinha Legítima e Padrinho Adotivo imediatamente devoram os seus. Afilhada de três anos come metade do seu e fala: "não quero mais".
Madrinha Legítima e Padrinho Adotivo se entreolham, e sabem o que fazer. Perguntam novamente para a pequena: "Tem certeza? Não quer mais o seu sanduíche?", e ouvem a resposta que gostariam: "NÃO!", com um pequeno tom de manha.
Não pensam duas vezes.
Padrinho adotivo pega a metade do sanduiche da Afilhada de três anos, divide em dois, dá metade para Madrinha Legítima e manda a metade que lhe compete para dentro. Madrinha Legítima imediatamente faz o mesmo com sua metade.
Afilhada de três anos olha.
Quando terminam o sanduíche, Madrinha Legítima e Padrinho Adotivo perguntam: "vai querer o resto do seu suco?".
Afilhada de três anos nem responde. Pega o copo, e, olhando fixamente para as duas dragas postadas a sua frente, bebe tudinho o que estava no copo.
Dois irmãos trocam e-mails, como se nada mais tivessem a fazer na vida.
A certa altura da conversa, a irmã fala que todo slave job tem lá sua compensação, a gente tem que resignar e pelo menos aprender a aproveitar a compensação.
Ao que o irmão responde, encerrando o tópico:
sim, tem que aproveitar, o meu por exemplo tem suas compensações: tem dia que eu trabalho de madrugada, aí durante o dia eu posso ficar na fila da polícia federal esperando pra pegar o meu passaporte...
Bilhetinho de uma pessoa que sabe que vai ter problemas
Seu Papa
A frente fria chegou. Está um friozinho chato, uma garoa fina.
Aqui só tem gente feia. Feia e mal educada.
As crianças daqui têm medo do senhor. Dizem que o senhor tem uma cara que assusta.
As pessoas são ocupadas e não têm tempo para pequenas gentilezas.
O número de pessoas católicas praticantes e frequentantes não vai aumentar só porque o senhor veio.
Aqui fede. E tem muito pernilongo.
Se eu fosse o senhor, não vinha para São Paulo, não. Iria para o nordeste, Salvador, por exemplo... lá tem muito mais igrejas e é muito mais legal.
Vem para São Paulo não...
Ontem, aproveitando o intervalo intertroncal do pseudoferiado, eu e Amado fomos levar Afilhada de três anos no parque da Xuxa.
Não sei quem se divertiu mais.
Você mora em um bairro tranquilo, tão tranquilo que é lembrado pelas autoridades do trânsito apenas nos dias das grandes encrencas ou de eventos nas proximidades.
Aí, um dia, elas lembram que o seu bairro existe. E não é dia de grande encrenca nem de eventos nas proximidades.
A partir deste dia, seu bairro deixará de ser tranquilo. Eles vão alterar mãos de rua, colocar cavaletes, pintar e bordar.
Eles são uma espécie de caça-talentos, eu acho.
Impressionante o que essa gente é capaz de fazer.