Pode ir entrando que a patifaria hoje vai ser da boa...

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Quarta-feira, Março 28, 2007


Sou mesmo uma incompreensiva

Sabe outra coisa que eu não entendo?
Essas meninas que casam e contratam fotógrafos para fazer o making of da arrumação para o grande dia e se deixam fotografar com bobes no cabelo.
É muito sério isso.
Eu acho que esses making offs podem produzir fotos bem legais, já vi algumas lindas de verdade. Mas esse negócio dos bobes no cabelo, me desculpe, mas não é bonito. Mesmo.
Até onde eu sei, quando uma cidadã necessita colcar bobes no cabelo, ela deve ficar reclusa, isolada de qualquer contato humano, até retirar os artefatos. Não deixar alguém tirar uma foto dela neste estado lamentável, e, pior, divulgar a aberracion! Colocar em um álbum que ela vai mostrar para todo mundo!!!!
Noivas, eu sei que vocês ficam empolgadíssimas no grande dia, mas, por favor, um mínimo de compostura, vai.

perguntinha adicional - porque toda noiva usa bobes no cabelo???


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Carna caserna

Estou eu aqui trabalhando no aconchego do meu lar doce lar quando ouço um coro muito forte de vozes masculinas.
Óquei, devem ser os soldados-cabeça-de-papel marchando, pensei. Moro pertinho de um quartel bem grande e é até comum encontrar esses treinos físicos pelas ruas do bairro. Afinal, eles também cansam do parque.
Acontece que, quando o coro se aproximou, deu para perceber que não eram as frases desconexas de sempre (tenho uma informação que pode te chocar: sabe o "1,2,3,4..."? Saiu completamente de moda... agora eles correm gritando frases desconexas, acredite em mim, é duro, eu sei...). Era um coro de uma música dessas aí do Chiclete, Ásia, sei lá o que, que toca no carnaval da Bahia.
Fui dar uma olhada pela janela, afinal, se a tal da curiosidade chegou até mesmo a matar o pobre gato, porque eu não poderia dar somente uma espiadela???
A cena foi deveras divertida: eram de fato os soldados cabeça de papel marchando, mas ao mesmo tempo cantando a tal da música (não, eu não fui capazde decorar os belos dizeres, mas era algo do gênero "vou te pegar, você não vai me escapar, vou te beijar, ôôô... algo assim bem elaborado) e, detalhe principal, SACUDINDO OS BRACINHOS PARA O ALTO. Rarararararara.... se me disserem que na rua debaixo eles desceram até o chão eu acredito.
Na hora pensei, só pode ser: hoje é dia da micareta dos soldados.
Surreal.




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Terça-feira, Março 27, 2007



Boa!

Cardápio do café da manhã: sanduiche e capuccino.
Pego a xícara, coloco no microondas e vou preparar o sanduíche.
O microondas apita, abro e pego... uma xícara vazia!!!
Sim, você leu acima que eu enchi a xícara com alguma coisa? Então, eu não enchi...
Mais uma.



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Segunda-feira, Março 26, 2007



Ah, mas é claro que eu assisto o Big Bródi

Eu só não falo dele aqui, mas ontem captei algo que preciso dividir.
Todo mundo - eu inclusive - achava a Malabãni uma anta, uma anta de dar dó. Mas na verdade eu acho que ela foi é a mais esperta de todos.
Acompanhe:
Em uma certa altura do campeonato, ficou claro e muito evidente que quem ganharia aquela bodega seria o Alemongo, e não teria para mais ninguém acontecesse o que acontecesse.
Aí, ela deve ter pensado lá com seus botões que:
1. O prêmio para o segundo colocado fica em torno de uns 50 mil pães fofinhos
2. As playboyzáveis que já tinham saído eram a Caipa, que certamente ficaria de cu doce, e a Vesguinha-hiperativa, que não despertaria lá grnade interesse por já ter passeado pela genérica.
3. Lá dentro, ainda restava a Morena-Mula e a Grodinha-nada-que-um-fotoshópis-não-resolva como concorrentes.

O que ela fez? Deu uma de malvadinha, tratou logo de se colocar no paredón e veio para o lado de fora garfar a Playboy e seus DUZENTOS mil pães fofinhos, quatro vezes o que ela arrecadaria como vice campeã, antes que fosse tarde.
Genial! A Morena-mula, por exemplo, a meu ver altamente playboyzável, ficou lá dentro marcando touca e perdeu! Agora, se contenta com a genérica ou não vai embolsar é nada...
Adorei a Malabãni, subiu no meu conceito depois desse insight.




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Quarta-feira, Março 21, 2007


Perguntinha

Quando você tem uma pilha imensa de trabalho para resolver e vai resolvendo em ordem de urgência, sempre sobra uma coisinha que fica esquecida lá pelo meio ou fim da pilha, não fica?
Aí essa coisa que não era atrasada se torna atrasada, mas não porque você fez corpo mole, e sim porque ela simplesmente ficou perdida no meio do mar de urgências.
Quando você percebe que essa coisa não estava atrasada ficou atrasada, resolve a coisa em questão e entrega, você deve explicar para a pessoa que estava esperando, e que agora quer te matar, que a culpa é do sistema?



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Abilolada das idéias

Óquei, eu confesso.
Eu tenho esse jeito meio desligado que é meu mesmo, espontaneamente. Esqueço as coisas pelo mundo, vivo comprando de novo roupas que eu já tinha porque perdi em algum canto (e encontro no dia seguinte que tirei a etiqueta de troca da nova, minha prima que tem o meu tamanho adoooooora isso), tenho sempre algum hematoma em alguma parte do corpo porque vivo me batendo por aí, sofro os pequenos acidentes mais exóticos de todos os tempos.
Isso todo mundo sabe, eu sei. A confissão vem agora: eu acho que esse jeitinho meio desligado chega a ser meio charmoso. Sim, faz parte do meu charme pessoal ser assim, desligadinha.
Até aí tudo bem.
Mas dia desses eu me excedi. Saí do trabalho umas oito da noite. Peguei o carro que o manobrista entregou, na Brigadeiro Luis Antonio. Não era o carro errado, era o meu mesmo (desnecessário dizer que uma vez saí do estacionamento com o carro de outra pessoa, mas que era da mesma cor do meu, praticamente uma ladra de automóveis, só percebendo umas duas esquinas depois, porque o botão de ligar o som não ligou o som). Converti à esquerda na continuação da Cincinato Braga (não lembro o nome da rua), subi a joaquim Eugênio e virei na Paulista. Normal, caminho normal. Segui pela Paulista em direção à Consolação até um pouco antes da Augusta. Neste caminho, alguns motoristas me deram farol alto e buzinaram para mim. Devidamente xingados, é claro, que não gosto de gente desconhecida me reprimindo sem motivo.
Ok. Neste ponto, um pouco antes da Augusta, o trânsito parou e olhei para o painel do carro.
SURPRESA.
Percebi que estava com o farol desligado!!!!! Rsrsrsrsrs... as buzinas e os faróis altos não tinham sido assim tão sem motivo... O manobrista me entregou o carro com o farol desligado e eu simplesmente não percebi.
Tive um ataque de riso da minha própria cara, liguei o farol e segui. Pensando que esse negócio de ser desligada pode ter lá o seu charme, mas que pode ser perigoso, ah, isso pode...



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Terça-feira, Março 20, 2007



Não, eu não entendo as pessoas.

Aí a nega nasce com uma cara de bunda. Cara de bunda mesmo, sabe? Cara de quem morreu e esqueceu de deitar?
Não contente, ela resolve pintar a cabeleira (shape de atriz de novela colombiana) de loiro. Loiro é modo de dizer, porque todo mundo no mundo sabe que água oxigenada em cima de cabeleira preta-shape-de-novela-colombiana dá aquele tom laraaaanja nosso velho conhecido.
Como se ainda fosse pouco isso tudo, ela vai e tatua uma fada esvoaçante em cima da escápula direita. Peralá... você pode tatuar golfinhos, estrelas, letras, símbolos abstratos, corações e uma infinidade de outras coisas, mas fadas esvoaçantes???? Ah não, fadas esvoaçantes não.
Acho muitas tatuagens bonitas, não é esse o meu problema. Mas uma fada esvoaçante fica difícil de apoiar. Ainda mais em uma pessoa com cara de bunda, atitude de morta e cabelo de novela colombiana. Informação demais para o meu velho coração cansado.
Se você é uma dessas pessoas que tatuam em si mesmas e por livre e espontânea vontade uma fada esvoaçante, peço a gentileza de me explicar o que leva uma cidadã a cometer tal ato de auto flagelação.
Agradicida.





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Segunda-feira, Março 19, 2007



sorte

Como Deus ajuda as doces e meigas, nessas duas chuvas alagantes da semana passada eu estava sã e salva, no aconchego do meu lar, só recebendo um milhão de telefonemas de pessoas que, assustadas com a minha condição de praticamente uma taxista ligavam para me avisar que estavam alagadas em pontos diversos da cidade...
Uma chuva na vida a gente dá sorte, né!



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Muito meiga

Pois então.
Nos últimos dias, duas pessoas com as quais convivo até que bastante me disseram que me acham muito meiga. Veja só os diálogos:

Pessoa 1

Quando estava escolhendo o seu presente, a vendedora me perguntou que tipo de pessoa você era, se você era romântica... respondi que você era do tipo doce, meiguinha. Ela me mostrou aquele vestido, e eu achei que você ia adorar.

nota da ogra - sim, eu adorei.

Pessoa 2

Ah, o seu anel foi bem fácil de ajudar a escolher... quando ele falou que era para você, bati o olho naquele e pensei: "ela é tào meiga.... esse é a cara dela"...

nota da ogra - a princípio, não era a minha cara, mas depois olhei melhor e ameeeeei o anel.

Pois então... eu falo que sou uma querida e as pessoas ainda dão risada!


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Ah, mas eu si divirto...

No sábado fui bancar a personal stylist da Perua Mãe na busca do vestido perfeito para o casório do meu hermanito.
Brinquei de esquadrão da moda, discutindo formatos de decotes que alongam o tronco, e deixei a vendedora louca ao debater exaustivamente formatos de bordados que não destacassem barrigas.
É isso o que eu gosto de fazer, viu. Agora só preciso encontrar alguém que me pague pelo serviço...



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Segunda-feira, Março 12, 2007



A Pessoa e o Legalzão

Aí a Pessoa tem uma semana do CÃO. As últimas semanas tinham sido do cão, mas essa especificamente foi do CÃO, em caps lock, pra ficar bem claro de quem foi a semana.
Antaum.
Para fechar a tal da semana do animal sarnento, babento e peludo de quatro patas, a Pessoa teve que sair de sua cama macia, cheirosa, bem decorada e muito bem frequentada para dormir em uma cama de hotel de uma cidadela qualquer do interior qualquer desse país em quem ela mora. OK, Pessoa é pobre mas é trabalhadeira e não falta com suas responsabilidades.
Aí, o vôo da pessoa atrasa, é ca-la-ro e evidente, e ela chega na tal cidadela no meio da madrugadis.
Aí a Pessoa, preocupada e cumpridora de suas responsabilidades que é, dorme super mal dormidas as cinco horas de sono a que ela teria direito, afinal, fica com medo de se atrasar, e acorda naquela disposição.
Aí a Pessoa vai e trabalha direitinho, cumpre a missão para a qual tinha sido designada. Cumprida a comprida missão, a Pessoa engole a comida em um resturantezinho bem legal que tinham indicado para ela, e sai correndo para não perder o vôo de volta para a amada, fedorenta e cinza megalópole, afinal, além de cansada, ela quer ir para a praia logo com o Amado que fiocu dormindo sozinho em casa na noite anterior (ô dó).
Antaum a Pessoa lembra que o Presidente Disléxico e Nervosinho está na megalópole, causando. Mas faz as contas e conclui que vai chegar em casa um tantico antes do Presidente Disléxico e Nervosinho sair do hotel da família da Barraqueira -master e seguir rumo ao aeroporto da mini megalópole vizinha. Então, a pobre, limpinha e trabalhadora Pessoa se alegra, afinal, passará pelo caminho do Presidente Disléxico e Nervosinho antes do mesmo, e chegará linda loura e japonesa em casa, a tempo de resolver os assuntos troncais finais da semana e tomar o banhinho da beleza antes de sair para a praia.
Tic tac tic tac (isso foi uma passagem de tempo de novela).
A Pessoa chega então na megalópole. Sorridente, sai lépida e faceira da aeronave. Cumpre os 200 m com barreiras até a fila do táxi não em tempo recorde, mas que figuraria entre os top ten da sua carreira.
Chegando lá... tcharam... SURPRESA.
O trânsito fechado, parado, interditado, represado, acumulado. Taxis um sobre os outros e muita, mas muita gente mesmo acumulada na varandinha improvisada (porque o povo gosta é mesmo de uma laje, não é mesmo, minha gente?) vendo o Presidente Disléxico e Nervosinho, ou alguém de sua comitiva, passar. Cool, pensa a Pessoa.
Resignada, embora revoltada, vai para a fila do táxi. Manda uns impropérios e destila uns venenos com os companheiros de provação, mas sabe que o efeito é apenas e tão somente psicológico.
Uma hora e meia depois de chegar ao aeroporto (destas, uma hora e vinte em pé na fila esperando o Presidente Disléxico e Nervosinho, doravante denominado O Legalzão passar, e dez minutos dentro do táxi), ela chega a sua casa, que fica a uns 6 Km de distância.

Agora a pergunta: o que fez a Pessoa de tão grave para merecer castigo desta monta????



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