Semana passada levei uma amiguinha pra passear, a título de presente de aniversário.
Fomos ao shopping, brincamos nos videogames do Hot Zone, ganhamos uma bolsinha da Hello Kitty, comemos hamburger e sorvete... e eu não sei quem se divertiu mais, ela, de 11 anos, ou eu, de 27!
No finde, teve: festa de ainversário da cunhada, almocinho com as amigas do peito, casamento do amigo-sumido... além do aniversário da amiguinha que teve que ser pulado...
Dedinhos é o nome genérico para aqueles telefonemas na madrugada, ou em qualquer horário inconveniente, geralmente (mas não apenas) estimulados pelo álcool.
Eu confesso: já fui uma adepta incondicional do método de chatear os malditos que me sacanearam. Mesmo, sem pudores, zoou, toma dedinhos. Foi assim, por um bom tempo.
Até que um dia cansou. E, graças a Dios, não precisei mais usar o método.
Mas o mundo dá voltas... e na noite passada... tcharam! EU FUI VÍTIMA DE DEDINHOS!
Não com a classe que eu costumava usar (sempre tinha uma historinha criativa e divertida nos trotes). Esse ser que me assombrou se contentava apenas em tacar o telefone na minha cara quando eu falava alô. Umas três vezes, entre uma e meia e duas da manhã.
O agravante da situação, e que me fez acordar terceiros nessa brincadeira, foi que meus pais estão viajando, portanto, sou o primeiro contato do meu irmão com o mundo familiar. E quando o seu telefone toca no meio da noite... adivinha... as minhoquinhas todas entram na sua cabeça.
Então, o ser dedal conseguiu acordar dois cidadãos indefesos com uma única noite de insônia! Isso que é eficiência!
Acabo de descobrir que talvez eu não consiga presenciar o maior acontecimento do século por razões azarais.
Típica coisa que só acontece comigo, mesmo!
Terminada a revisão da primeira temporada, já providenciei a segunda série das aventuras da Carrie e suas ajudantes. Muito bom rever todas aquelas doidas, agora TODAS MINHAS.
Ontem a noite, levada pelo Pobremático que me aguenta, fui a uma degustação / aula de vinhos da África do Sul e Estados Unidos.
Programinha bem legal, bem diferente.
É uma oportunidade de conhecer e observar em ação pessoas que não conhecem os fundamentos mais básicos da química (afinal, apenas quem fugiu da escola antes de completar a oitava série tem a disfaçatez de afirmar que um vinho é untuoso. Na boa, muito na boa. Vinho é álcool, álcool NÃO vai ser untuoso, nunca) e que têm hábitos alimentares provavelmente muito estranhos (pois os fófis são capazes de identificar gosto de lanolina, pneu e pelica no vinho, me levando a concluir que eles já experimentaram, ao menos uma vez na vida, lanolina, pneu e pelica).
Além de me divertir bastante fazendo essas observações, ainda experimentei uns vinhos muito gostosos e que custam mais de cem reais a garrafa (ou seja, que eu não experimentaria nunca em outras situações), dei algumas risadas com as pessoas ao redor, embasbacadas diante de seu próprio conhecimento, e pude enfim conseguir, depois de prestar muita atenção é óbvio, sentir o gosto de outras coisas que não o vinho no vinho.
Me senti bem pobre também quando as pessoas todas presentes concordaram que 100 reais é um preço muito bom por um vinho legal. Porque eu acho que não é, me levando a concluir que, ou eles ganham muito bem, ou eu ganho muito mal. Mas fui acalentada quando fui informada que as outras pessoas não consideram razoável o que eu acho normal pagar por um par de sapatos, ou seja, tudo é uma questão de dar valor para aquele prazer. Ainda argumentei, afinal, sapto é bem de primeira necessidade, mas não fui bem sucedida e o assunto encerrou-se, pois o professor, a essa altura dos acontecimentos, já olhava fixamente para o meu cantinho.
No final, fui obrigada a dar o braço a torcer e concordar com o Pobremático que "é muito animal tomar uma coisa que tem gosto de várias outras".
Um prazerzinho bem furreca mas que é gostoso é flagrar, mesmo que por um instante e mesmo que muito tentando ser escondido, o seu fófis tendo uma crisesinha de ciúme de você.
Sin City - gosta de coisas bizarras? Gosta da violência com estilo do Tarantino? Não tem problemas com sangue? Gosta de um pingo de humor negro? Se diverte com o sofrimento alheio? É lerdo que nem eu e ainda não viu? Demorou. Corre, rápido, vai lá ver.
No domingo fui almoçar em um restaurante que servia um buffet.
Tudo corria normalmente até que, acompanhada do acompanhante, levantei pra me servir da segunda pratada (sim, pratada. Eram quatro da tarde e eu tinha fome).
Na volta, qundo cheguei perto da mesa, uma doce e feliz família examinava os cardápios... me conhecendo do jeito que eu me conheço, olhei para um lado, para o outro... afinal, era bem capaz de eu ter me dirigido para a mesa errada... mas não, era ali mesmo.
Simplesmente, quando levantamos, as antas RECOLHERAM AS COISAS E LIBERARAM A NOSSA MESA!
Imagina a situação um pouco patética... duas antinhas em pé segurando seus pratos no meio do restaurante lotado!
Ainda bem que uma mesa vagou - de verdade - e pudemos nos sentar novamente.
É um alento saber que nem todas as antas do mundo trabalham pra mim...
Moça que não tem culpa por saber que é bom nessa vida está debatendo sobre uma festa com uma Comparsa.
A Comparsa descreve em detalhes os quitutes servidos, todos de altíssimo nível e que deixam Moça que não tem culpa por saber que é bom nessa vida muito invejosa por não ter sido convidada. Moça que não tem culpa por saber que é bom nessa vida está pensando em como fazer para ser apresentada pra a anfitriã, quando ouve a frase mágica de sua Comparsa: nossa, Moça, e quando a gente virou... tinha brigadeiro branco da Amor aos Pedaços.
Moça que não tem culpa por saber que é bom nessa vida acha que desmaiará nesse exato momento. Não acredita nisso. Solenemente, resolve declarar: pooooutz... eu passo mal com esse doce! Muito mas muito bom! Adoro! Passo mal...
Mal termina sua frase, Moça que não tem culpa por saber que é bom nessa vida ouve lá no fundo a voz de Cunhadinho-cozinheiro-coisa-mais-fofa-do-mundo: JURA? QUE NOVIDADE... VOCÊ PASSA MAL COM QUALQUER COISA, SUA SACO-SEM-FUNDO!
Fui contar dos meus pobremas ressacais para a teacher.
Ela escutou atentamente, e se comoveu com o sofrimento. Falei que achava que era por causa da idade, etc, mas ela me achou "too young" para isso. Ficamos pensando em quais seriam as causas, então...
Mudamos o assunto. Ela perguntou como tinha sido a viagem. Contei, falei dos vinhos bons, das champãs ingeridas...
Teacher teve um estalo: Dani, e ontem, o que você tomou???
Eu: Ai, Teacher, quase nada... uma caipirinha e umas cervejas, e fiquei nesse estado...
Teacher: DANI! COMO VOCÊ FOI FAZER ISSO???? Primeiro você fica dando vinho bom e champã pro seu fígado... acostuma ele assim, todo dia... Menos de uma semana depois, dá bebida de pobre pro coitadinho... QUERIA O QUE?????????????
Desato a chamá-la de gênia da raça.
Ela completa: Olha aqui... eu sou sua professora, você trate de me obedecer! A PARTIR DE AGORA, SÓ CHAMPÃ, ENTENDIDO???
Vou ficar por aqui mesmo, depois de quatro finais de semana consecutivos viajando.
Portanto, aproveitem de mim!
Muito boa essa sensação de QUERER ficar em São Paulo no final de semana. Preciso emendar mais uns cinco findes viajando...
Com 20 anos a genet resolve o pobrema absurdo, fica trilililili, passa a noite na balada. Chega em casa, toma um banho e boua. Vai pra faculdade / trabalho e encara o resto do dia.
Quando a gente está mais perto dos 30 que dos 20, toma umas cinco cervejas sentada, chega em casa antes das duas (se achando a baladeira) e no dia seguinte acha que não vai conseguir levantar da cama, não consegue comer nada que não seja um suco bem gelado, acha que vai vomitar, sente dor de cabeça aos mínimos esforços, o movimento de respirar é penooooso...
Ontem a noite eu me queimei tentando abrir um vidro de aspargos.
Sim, você leu certo. Só vou repetir porque realmente a frase é de impacto: ONTEM A NOITE EU ME QUEIMEI TENTANDO ABRIR UM VIDRO DE ASPARGOS.
Como eu consegui essa proeza?
Facinho de tudo: fiquei hooooras tentando abri de maneira convencional o diacho do vidro. Lamentei profundamente a ausência de um gentil cavalheiro disposto a me salvar. Até que resolvi ser uma mulher moderna, independente, pensante e inteligente (ahãn), que usa o cérebro em detrimento da força física. Lembrei que já frequentei a escola e que lá eles me falaram que o metal expande mais que o vidro quando exposto ao calor.
Munida de toda essa independência, inteligência e quantidade de informações, imediatamente decidi que colocaria o vidro em um pote de água quente e resolveria o meu problema. Touché.
Só não contava com a minha própria (falta de) astúcia na execução do genial plano. Peguei um copo, enchi de água, coloquei no microondas, esperei ferver. Até aí tudo ia bem.
Quando fui tirar o copo do microondas, percebi que o mesmo estava bem quente (eu estava de fato determinada a expandir o metal, repare bem). Peguei um pano de pia e envolvi o copo, protegendo assim minhas delicadas mãozinhas. Tudo continuava bem.
Até que chegou o momento crítico da noite: a hora de colocar o vidro dentro do copo (o vidro era fininho, cabia, não dê risada da minha cara antes da hora).
Continuei segurando firmemente o copo. Virei o vidro de ponta cabeça (em um lance de gênia, não esqueci de virar o vidro de ponta cabeça, veja só!). Coloquei o vidro no copo. Só esqueci de outra coisinha que me falaram na escola: aquela história de que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Porque, quando o vidro entrou no copo... tcharam... a água fervendo derramou!
Resultado: dois dedinhos queimados, um copo jogado dentro da pia na hora do susto... mas um vidro de aspargos devidamente aberto e devorado!
Porque a persistência é uma virtude e o importante é alcançar os seus objetivos!
Aí você, em um momento toda-fofa, decide comprar uns docinhos pro seu bofinho.
Aí ele, em um momento todo-ogro, decide que vai deixar os tais docinhos na sua casa, porque na dele os docinhos correm sério risco de ser devorados por terceiros (calaro que esse risco não existe na sua casa, já que você é uma lady).
Aí ele ainda fala que vai esconder de você, só pra garantir.
(Óquei. Da última vez que ele fez isso, você encontrou os docinhos no primeiro abrir de portas).
Aí você chega em casa de-ses-pe-ra-da para comer um doce.
Aí você lembra dos tais docinhos.
Aí você abre uma porta.
Aí nada.
Aí você abre a segunda porta.
Aí nada.
E assim sucessivamente, até a QUINTA PORTA.
Aí você já está atrasada e tem que ir embora.
Aí você desiste.
Aí você fica com raiva de você mesma por ter desafiado o moço a esconder bem os doces dessa vez.
Aí você toma um café, pra tentar enganar a tal vontade de doce...