Porque nunca é tarde para tomá-las.
Sendo assim, tendo em vista que na ocasião tradicionalmente destinada a este tipo de atitude ainda não havia o mínimo contexto para resoluções conjuntas, em reunião realizada no sábado último eu e o meu Mino decidimos que:
- Deixaremos de ser dois revoltados contra a sociedade que se recusam a programar as coisas com antecedência e compraremos ingressos para o teatro antecipadamente. Temos três peças na fila, que serão assistidas ao ritmo de uma por mês (pra não gastar tudo de uma vez). Também acompanharemos a programação da Sala São Paulo, e frequentaremos com regularidade o recinto (esse item despertou uma certa controvérsia quanto ao conceito de regularidade, mas deliberaremos a posteriori até chegarmos a uma conclusão definitiva).
- Iremos para a balada, forte, no primeiro sábado que ficarmos em São Paulo. Não importa se tiver frio, chuva, tempestades de granizo. Nos acabaremos.
- Viajaremos com mais freqüência. Alteramos a meta mínima inicial de um final de semana por mês para a marca de dois finais de semana por mês.
As resoluções acima entram em vigor na data que foram tomadas.
Cumpra-se.
No sábado fui com a Mamãe Celia comprar o meu presente de aniversário (sim, com dois meses de atraso). Que delícia!
Além de passear a manhã quase toda com a linda, que está cada vez mais inspirada, eu ainda por cima ADORO GANHAR JÓIAS!
No finde aconteceram dois almoços maravilhosos e memoráveis, os dois em lugares que eu não conhecia, e que são lindos e têm uma comida que eu não quero nem lembrar...de tão boa que era, me dá vontade de sair correndo agora e ir lá, comer tudo de novo.
No sábado, foi com a Lia no Praça São Lourenço. Depois da confusão que eu causei ao teimar que o lugar chamava Santo da Praça, conseguimos chegar ao destino correto sem muitos atropelos... E que correto era o destino. Ficamos horas comendo muitas coisas boas e falando muitas coisas engraçadas. Só fomos embora porque, além de estar quase anoitecendo, eu estava quase congelando.
No domingo fui com o mino em um japonês que nenhum dos dois conhecia. Tentamos outros antes, mas descobrimos que as pessoas, veja só, não têm o hábito de almoçar depois das cinco da tarde aos domingos! Portanto, não existem muitos restaurantes que ficam abertos nesse horário. Acabamos em um japonês na Rua da Consolação perto da Tietê, cujo nome eu não vou lembrar nunca, mas que era realmente delicioso e muito bonito. Ainda por cima, tinha uma esteira (no esquema do Japengo dos shoppings) que ficava desfilando na nossa frente, cheia de coisas gostosas que a gente podia pegar indefinidamente... muito bom!
No domingo acordei de muito, mas muito bom humor.
Depois de dar muita risada, peguei o partner e saímos andando que nem uns loucos, nossa diversão preferida nas manhãs desocupadas de sol.
Na volta, paramos em uma padaria para tomar um suco. Entramos sorrindo e dando bom dia para as pessoas, como sempre.
Uma senhora no balcão nos acompanhou com os olhos desde a hora que entramos. Eu cheguei a pensar que a conhecia de algum lugar.
Enquanto o lindo fazia os pedidos, ela me abordou. Falava com um sotaque estrangeiro, meio carregado:
Olha, me desculpem a intromissão, mas eu não poderia deixar de falar... Eu olhei vocês entrando, sorrindo, felizes, e me senti contagiada com a alegria de vocês. É muito bom, no mundo que a gente vive, ver pessoas como vocês, felizes, sorrindo, irradiando alegria e contagiando as outras pessoas com essa energia boa. Parabéns mesmo. Desculpe mais uma vez a intromissão, mas eu não poderia deixar de falar. Porque vocês deixaram o meu dia melhor. Podem olhar, todo mundo aqui está sorrindo. Desejo mais felicidade ainda para vocês, porque vocês são generosos e a compartilham com os outros. Como dizem os ingleses, "what you see is what you get".
Achei a moça uma fofa, agradeci muito a gentileza. Depois disso, o dia, que já estava bom, ficou ainda melhor!
Outro dia peguei o carro e fui viajar, sozinha, coisa que não fazia há anos (sem exagero). Vivo viajando sozinha a trabalho, mas por lazer fazia muito tempo.
Foi ótimo. Parei na estrada na hora que quis, pra comer o sanduíche que adoro, me perdi, me achei.
No dia seguinte, acordei na hora que bem entendi, tomei o café na velocidade que eu quis, paguei minha conta e fui.
Na estrada, vi no adesivo do para brisa que o óleo estava precisando ser trocado. O carro também estava imundo.
Absolutamente empolgada, cheguei em São Paulo, parei no posto de gasolina, e falei pro tiozinho: "Enche o tanque, dá uma lavada e troca o óleo".
O momento de glória aconteceu quando ele perguntou qual tipo de óleo eu queria, e eu respondi, de cara, sem nem perguntar quais eram as opções (tá certo que isso só aconteceu porque no adesivo anterior tinha o nome do óleo usado, mas o que importa é o resultado final).
Enquanto o carro recebia o trato, sentei, comprei um jornal e fiquei ali tomando um cafezinho.
Saí do posto completamente empolgada. Caiu a última barreira. Essa era a única tarefa obrigatória que eu nunca tinha feito sozinha. Agora eu fiz.
Não preciso de mais ninguém!
Na festa-show, chiquetésima, os travados resolvem que era elegância demais pra cabeça deles. Resolvem descontrair o ambiente.
Unem-se em um grupinho de uns seis ou sete e começam a abordar os convidados. Mas todos, to-dos, inclusive os desconhecidos e os mais idosos (poucos, àquela altura do campeonato).
Aos homens, recomendavam, de um jeito comlpetamente pró ativo, que retirassem a camisa pra fora da calça, dobrassem os punhos da mesma, e que abrissem dois botões.
Às mulheres, sugeriam que retirassem os sapatos. Se não topassem, os mesmo eram arrancados, à força.
Pura descontração.
*Sim, o meu vestido era esvoaçante, brilhante, translumbrante. Combinei com uma bolsa de cetim rosa, contrariando as ordens do meu personal stylist, porque achei que a bolsa recomendada por ele formava um perfeito conjuntinho com a sandália. E conjuntinho ninguém merece! Fui de cabelos soltos e fiz minha maquiagem, porque maquiagem de maquiador eu não mereço!
*O vestido da noiva era maravilhoso, a cara dela. Simples e chic. Poucas vezes vi uma noiva tão linda.
*As convidadas estavam dando um show de elegância, também. Tinha uma menina com o vestido que eu procurei e não encontrei. Pra completar, a diaba era linda linda linda. Tive muita vontade de puxar o cabelo dela, de pura inveja.
Foi ótemo. Ó-te-mo.
Eu nunca tinho sido madrinha de um casamento, e vou logo dizendo: adorei. Adorei assistir a cerimônia (que foi muito mais que linda) daquela perspectiva. Adorei participar tão de perto de um acontecimento tão significativo na vida de duas pessoas que eu realmente amo. Adorei assinar o certificado de casamento desses casal tão querido, com o qual eu convivi tanto, ver o começo feliz de uma história que fez parte da minha vida, e da qual eu fiz parte...
Enfim, foi muito, m muito emocionante.
De brinde, ainda tivemos: uma festa maravilhosa, animadésima, com pessoas ensadecidas (e muito embriagadas) dançando alucinadas até as muitas da manhã, uma noiva translumbrante, doces divinos, jantar e coquetel dos deuses, um cenário elegantíssimo, a cara da Mariana...
Memorável, pra resumir em uma palavra.
Ontem a noite fui jantar na mamãe.
Consegui a proeza de deixar uma colher cair, com força, no meu punho, bem no local onde o nervo passa por cima de uma proeminência óssea. Bem em cima, certinho.
Na hora senti um choque intenso, mas não liguei. Um pouco depois, fiquei com a mão meio amortecida, mas achei normal.
Hoje acordei com a mão bem amortecida, e um pouco depois comecei a sentir choques no dedão. Mais tarde, o amortecimento espalhou pelo resto do antebraço. Comecei a ficar preocupada.
Por sorte e por acaso, encontrei uma fisiatra. Ela me examinou e disse que eu tive um acometimento no nervo, por causa do trauma, me orientou algumas medidas e me mandou observar. Se os choques e o amortecimento não passarem até amanhã, terei que tomar remédio e fazer fisioterapia.
Sim, remédio e fisioterapia, por causa de uma colher. Só eu.
Já sabia que a festa tinha sido muito boa, mas percebi que ela foi DE ARROMBA quando levei o vestido pra lavar.
A lavanderia é excelente, super eficaz e costuma entregar muito rápido.
Na segunda feira, entreguei o vestido para a moça do balcão, ela me olhou, olhou para o vestido, me olhou, olhou para o vestido, me olhou e falou, com cara de terror:
Posso te entregar na sexta feira?????????????????????????????????
É sábado o casamento da Mariana, no qual terei a honra de ser madrinha.
Por pouco não fico sem par, dado que a fofa também tem uma vida bizarra e movimentada como a minha, na qual tudo de mais esrtanho acontece, mas o fof já foi acionado, confirmou presença e eu não vou mais entrar sozinha (sim, chegamos a cogitar essa hipótese...)
Você pode ser muderna, independente, ogritas.
Mas ainda não inventaram um jeito de abstrair completamente da informação, com provas concretas, que o seu mino já foi de outra antes.
Eita.
No fim de semana foi conhecer São Francisco Xavier, que fica perto de São José dos Campos.
Mega floresta, como era de se esperar...
Mas com uma infra razoável, e diversos restaurantes bonitinhos e deliciosos pra repor as energias dispendidas nas trilhas e cachoeiras.
O mais legal foi a apresentação de macaquinhos (mono carvoeiros) no final da trilha de domingo.
Nunca tinha visto tanto macaco junto fora do zoológico.
Rapidinha, a Cica?
Nada, bobagem.
Porque outro dia eu ouvi a historinha de uma nega que casou, com direito a mega produção, em fevereiro.
No meio do mês de março, isso mesmo, antes da páscoa e mais especificamente 45 dias depois do enlace a nega saiu de casa.
Detalhe: pra MORAR com outro.
Detalhe cruel: o outro fora padrinho do casório.
Detalhe sórdido: o outro fora padrinho do casório... por parte DO NOIVO!
A outra face da raiva - e ainda por cima na primeira fila, porque cheguei tarde. Tenho uma só palavra: mala. Muito mala. Tanto que fui instada a abandonar a sala lá pela metade do filme... e cedi! Na hora! Depois, lembrei que o filme começa em um funeral. E li que ele tem um desfecho surpresa. Como curiosidade mata, alguma caridosa alma leitora assistiu? Do que se trata???
Agradicida.
Ainda não aprendi que existem certas coisas que não devem ser perguntadas/debatidas/comentadas com a minha mãe.
Por exemplo, o clássico ai... eu engordei tanto... Ao invés do alentador e esperado imagina, filha, você está tão magrinha... ou do possível não se preocupa, você é linda de qualquer maneira..., ela responde com um excessivamente sincero é verdade, filhinha, tem que fechar a boca!!! Também, preguiçosa do jeito que você anda... queria o que??? Será que ela faltou no curso de mães, justo no dia dessa aula????
Aí estou trabalhando, quer dizer, sendo açoitada, mas sem perder a pose, sem descer do salto...
Primeiro, sou desaforada por um raivoso que quer-porque-quer ter alguma doença, não obstante todos os exames do mundo provem o contrário. Ele grita, xinga e esperneia.
Depois, um fofitos resolve ser simpático com a minha pessoinha e assim se despede:
Valeuaê, coléga! Bom trampo pru cê, falou?
Vem cá... desde quando eu tenho cara de COLEGA do TRAMPO de alguém???
Liguei pra manicure no mesmo minuto e já decidi o programinha da noite: leitura intensiva de revistas Vogue! Urgente!
Momento crucial da relação: onde vamos jantar hoje?
Agravante: a Ogra está faminta, pois na hora do almoço ela foi agraciada com uma mini porção de peixe (delicioso, mas mesmo assim minúsculo) que não dá nem para a saída, enquanto as companheiras anoréticas de mesa largavam seus apetitosos risotos pela metade. No resto da tarde, Ogra foi impedida de se alimentar. A fome exacerba suas características ogrísticas.
Ogra informa que toparia um risoto, Incauto não quer e informa que deseja um japonês, ela rejeita. Começam a negociar.
Passam em frente a um estabelecimento especializado em risotos, que serve praticamente apenas risotos.
Incauto aponta para o local: Olha só! Aqui é bom! A gente pode ir aí!
Ogra desacredita, afinal, ele NÃO QUER risoto: Não! Aqui só tem risoto!
Incauto perde a noção e começa a rir! Vejam só! Rir!
Ogra dirige tamanho olhar de ódio que ele resolve explicar.
Incauto: rarara... Você fala que quer risoto, eu mostro um lugar de risotos, e você reclama que aí só tem risotos! Você foi muito mulher agora!
Ogra fica completamente revoltada: Poxa! Você falou que não queria risoto! Eu falei isso pra ser legal com você!!!
A disposiçõ de Ogra para quebrar um pau nesse momento é muito grande. Só não acontece isso porque Incauto amarela.
Algumas horas depois, Ogra já alimentada, ertornam ao assunto.
Incauto: Foi muito divertido... você ficou muito brava aquela hora... Você foi muito mulher...
Ogra: Meu bem, entenda de uma vez por todas: você pode me acusar de tudo, menos de ser mulher!!! Isso nunca!
Ela é linda. Mas linda. LIN-DA. Loira, lisa, simpática, inteligente, enfim... mulherão na acepção clássica do termo.
Mas, como todas, fica achando defeitos nela mesma...
Participou de um email-desabafo-psicoterapia de grupo, no qual todas discorriam sobre as próprias bundas, que, com certeza, não são mais as mesmas...
Vejam só!
Fora do escritório, mais precisamente fora de São Paulo, passo num hotel p/ pegar meus e-mails e me deparo com esta discussão de bundas!!!!!
Habla sério, né?
Acho que merece até que eu perca 5 dos meus preciosos minutos aqui em Iguape...p/ dissertar sobre a minha bunda...
Ela é uma bunda nômade, não pára quieta, está sempre circulando em movimentos nem sempre circulares...tem dias que ela se concentra na lateral direita, tem dias que na lateral esquerda, de uns tempos para cá tenho notado que está descendo e muito, em direção ao joelho...mas a preferência dela é sair da região original e se concentar nas laterais mesmo, formando os famosos culotes, com váaaaarios furos, e q. de tanto se movimentar já estão virando crateras.
Na academia me recomendaram dar uns coiçes ajoelhada p/ trás e p/ cima, mas a posição é tão ridícula e desconfortável... fora drenagem linfática, medicina ortomolecular, que até agora só me renderam mais furos só que na conta bancária.
Bom deixa eu voltar ao mundo jurídico de Iguape, pelo menos esqueço da minha bunda e corro atrás dos furos da conta bancária (quem sabe estes com a idade
não diminuem)...
Contei para os dois master-ajudantes sobre a minha aventura.
Opinião do Lindinho:
Mas bater a cabeça na torneira realmente é o que mulheres que apanham do marido dizem, principalmente as mais nivaldas...
As mais espertinhas dariam uma desculpa melhor, porque eu não consigo imaginar alguém batendo a cabeça na torneira...
Completei dizendo que por isso que eu queria ter um marido - pras pessoas desconfiarem da minha historia e acharem que eu apanhei do marido!!! Afinal... ninguém bate a cabeça na torneira!
Ao que lindinho completou:
Se não tivesse sido você, eu não acreditaria que alguém bate a cabeça na torneira. Depois vou pedir para vc mostrar como conseguiu.
Porque eu te conheço bem... e sei que vc é capaz de bater a cabeça na torneira!
Já com a Ogra amiga eu não tenho tanta credibilidade:
Putz, eu, como bem te conheço, não acho não que você apanhou do marido.
Eu acho, aliás, eu tenho certeza que você arrumou uma briga na rua e, fina do jeito que você é, deu uma cabeçada no pobre do rapaz / rapariga que resolveu discordar de você.
A vítima tá bem, flor?
Sobreviveu ou ficou pinéu para sempre?
Mais uma confusão de Daniella que a advogada aqui vai ter que resolver! Você não vai tomar vergonha na cara nunca? Eu te denuncio, hein!?
Minha auxiliar doméstica deu o cano essa semana.
Portanto, como boa Lerê Lerê resolvi "aproveitar" o horário do almoço para dar uma geralzona nos pontos mais críticos do meu bagunçado lar.
Terminada a tarefa (quer dizer, tem coisa ainda me esperando quando eu chegar), fui guardar os utensílios na extensa área de serviço.
Não vou conseguir descrever como, se necessário posso fazer um teatrinho, mas eu consegui a proeza de enfir a testa na torneira.
Sim, eu bati com tudo minha pequena testa na torneira da área de serviço.
Como prêmio por tamanha façanha, ganhei um galão roxo bem no meio da mesma, além de um pequeno corte.
Fui ao banheiro e apliquei generosa quantidade de corretivo e base. Minimizou o drama, mas o roxo ainda ficou bem visível.
O mais divertido de tudo é a cara das pessoas que eu preciso atender, que me olham com uma carinha de "coitaaaada... tão mocinha... e já apanha do marido!"
Eu queria muito ter um marido nessa hora, só pra todo mundo ficar pensando que eu apanhei dele e arrumei essa desculpa de "ai... bati na torneira..."
Dois irmãos trocam emails.
Irmão informa que irmã foi convidada para jantar na casa da avó de ambos.
Irmã diz que não sabe se vai poder, afinal, a chibata tem cantado com força.
Irmão docemente pede que Irmã confirme depois, nos seguintes termos:
Ok, me avise que eu falo pra véia colocar mais água no feijão.... bastante água no caso....
Irmã fica impressionada em quanto anda boa a sua fama perante os seus...