* um animal bateu no meu carro quando eu passave pela preferencial. Ambos se ferraram, mas ele muito mais. O animal falou que era culpa minha (mas claro! eu tinha que parar e tomar uma porretada na traseira, afinal EU estava na preferencial). Eu estava muito atrasada para o trabalho. O animal resolveu dar uma de nervosinho e por muito, mas muito pouco eu não tomei uma bela muqueta na cara.
*inconformado com o fato de ser apenas ainmal, o animal, transmutado em psicopata, resolveu que ia me esperar sair do trabalho. Sim, senhores do juri, quando entrei no meu (batido) carrinho pra ir embora, um animal psicopata começou a esmurrar a minha janela, gritando que eu tinha que assumir (o que eu não fiz) e pagar (o que eu não devo). Muito macha porém muito fina, obviamente sem abrir o vidro porque posso ser muito macha e muito fina mas não sou nada boba, expliquei que não devo nada a ele, quem deve algo é ele a mim, mas sou magnânima e sugiro que cada um pague o seu. Animal psicopata me berrou então que vai me processar e muito-macha-muito-fina berrei que não vejo a hora.
*a crise de choro de mulherzinha veio só depois, ainda bem que sempre carrego rímel-base-blush.
*de brinde, rolos seríssimps pra resolver no trabalho. Seríssimos.
*quando psicopata animal já estava mais calmo (nada como ter um corretor-voz-de-muito-macho trabalhando a seu favor), fui pra casa me recompor. Afinal iria sair com o pretê.
*Pretê desalmado esse que "nem pensei, Dani" em me contar que o petit comitê ao qual compareceríamos era algo assim totalmente familiar e envolvia: pai, mãe, irmãos e cunhadas desse mesmo desalmado pretê. Envolvia mais alguns familiares de uma das cunhadas, mas esses a gente encara numa boa. Valeu, pretê.
*ligada cara-de-abobra-vinte-e-cinco-para-urgências-urgentíssimas, até que me saí bem. Mas vai ter troco, estou pensando e aceito sugestões.
*muita informação pra um dia só, definitivamente. A noite foi beeeeeem longa...
Hoje a Maria Eduarda nasceu. Falar com o pai dela, que estava absolutamente eufórico, às oito da manhã definitivamente adoçou o meu dia.
Muito bom ver quem a gente ama assim, feliz da vida e rindo a toa!
Encontrei casualmente um conhecido da faculdade.
Enquanto estudávamos, ele era um deus de dilicice infinita. Tinha fila pra aproveitar do corpinho sarado e totoso.
Agora, poucos anos depois...
Embarangou de tal maneira, mas de tal maneira que por pouco não reconheci!
Pois é... quem aproveitou aproveitou, quem não pegou... não aproveita mais!
Mega Perua anda feliz da vida com seu novo estagiário, o Antonio Bernardo.
Pois o mocinho ficou bastante feliz por ser contratado, por isso resolveu usar gravata Versace no primeiro dia de trabalho.
Alguns dias depois, Antonio Bernardo foi acompanhar sua ídola suprema salve salve em um compromisso muito mais que ultra chatérrimo. Para desopilar (já que os dois sabiam que o fim de ambos estava próximo), ele resolveu puxar assunto. Foram o caminho todo conversando sobre Ana Maria Braga e signos. Chegaram muito mais feliz e animados.
De fato, foi uma contratação e tanto!
Maravilhoso!
Muita praia, muito sol, muita comida boa, muitas caipirinhas, muitos jantares a luz de velas, muito vinho, muita risada, muitos beijos na boca, muitos encontros inesperados.
Muita felicidade, em resumo.
Recebi um monte de emails, telefonemas, scraps, etc desejando feliz aniversário. Mas teve um que resumiu tudo o que eu quero que aconteça:
From: Taciana
To: Dani
Sent: Wednesday, April 20, 2005 6:01 PM
Subject: hahahaha
Oi Dani,
Incialmente, feliz aniversário!!!! Que Deus lhe conserve essa perua indomável e que vc tenha muita paz no coração, sempre levando a vida com bom humor (que é o que importa). Muitos anos de vida e muito dinheiro pra gastar! E saúde também. E bons homens no seu caminho e sucesso (ai, nunca sei direito como desejar tantas coisas...)
Sim, querida... muitas peruices, muitos dinheiros gastos nas bobagens que nos fazem tão felizes, e muita risada, isso é o que eu quero!
Uma Mega Perua entrevista um candidato a estagiário. A entrevista está meio morna, aquelas perguntinhas de sempre...
Ela repara que o moço olha fixamente para seu colo e pescoço. Manda mais uma perguntinha de praxe, o moço mantem o olhar fixo e decide ignorar a pergunta.
Silêncio por um segundo. Até que ele resolve falar do que realmente importa:
Doutora... seu colar é Antonio Bernardo???
Segue um papo altamente instrutivo sobre design de jóias, coisas bonitas e que alegram a nossa vida.
Se ele foi contratado?
Precisa mesmo falar?
Festinha ótema, todos os poucos e bons compareceram, comida deliciosa, prosecco muito gelado, docinhos divinos, um monte de presentes lindos... e ainda por cima o Pretê me deu uma calça dois números menor que o meu! Muito brigadeiro nessa hora, porque ele deve ter chegado pra vendedora e falado "ela é bem magrinha..."
Rou rou rou.
Cenário: conhecido parque, muito freqüentado em domingos ensolarados como no que se passa a trama.
Personagens: uma Moça que tem o hábito de falar o que pensa, e que pensa rápido, e seu Pretê.
Prólogo: Moça e Pretê chegam ao parque para dar um passeio. Lá encontram um Amigo do Irmão dele acompanhado da Namorada. Após as apresentações e conversinhas de sempre, o amigo anuncia que ele e a namorada foram passar um final de semana na casa de campo da família de Pretê. Moça apenas observa.
Amigo do Irmão: No final de semana eu fui pra Cidade Bucólica com a Namorada.
Pretê muito simpático: Ah, é?
Amigo do Irmão: Sim, estavam seus pais, seus irmãos, as respectivas...
Pretê muito simpático: Verdade? Então você conheceu todo mundo?
Namorada do amigo: Conheci...
Pretê muito simpático: E aí... gostou do pessoal?
Moça-que-perde-o-pretê-mas-não-perde-a-piada decide que chegou a sua hora: Pretê... o que você acha que ela vai responder??? "Detestei todo mundo, só tem mala!"?!?
Namorada do amigo, revelando sua verdadeira essência: Verdade! Pretê, escolhe: você quer que eu responda mesmo o que eu achei??? Ou você prefere que eu fale que todo mundo é querido, legal, etc.
Desfecho: todos caem na risada e as duas moças trocam sorrisinhos cúmplices, aqueles de maligrinas que sabem que acabam de cumprir mais uma missão.
Epílogo: no dia seguinte, Pretê liga para Moça para contar que Irmão e Amigo do irmão se encontraram mais tarde, e Namorada do Amigo comentou que Moça é deveras simpática e que simpatizou bastante com a mesma.
Esses dois penicos disfarçados de ouvidos que tenho colados à cabeça foram usados outro dia para aprender como matar um pernilongo sem traumas (para o matador, que fique claro):
Sabe quando você fica correndo atrás de um pernilongo e não consegue pegar o bichinho de jeito nenhum? Então... eu tive uma idéia! Pra não se estressar, você pega um repelente e fica segurando, do lado da cara, como se tivesse apontando para o bicho.
Apaga a luz e fica quietinha. Quando ouvir aquele barulhinho perto da sua orelha, você acende a luz, de repente. Eu fiz isso outro dia e o pernilongo tomou um susto tão grande que ele morreu! Sem eu precisar fazer nada!
A idéia é tão boa, e tão eficaz, que assim que eu conseguir me recuperar do ataque de riso, vou perder de vez os escrúpulos e registrar como se fosse minha!
Sabe inferno astral?
Então... o meu este ano está ao contrário. Nenhuma mudança muito radical, mas uma enxurrada de coisas boas e dias felizes acontecendo. Adorei este novo (pelo menos pra mim) conceito astrológico!
Depois da orgia gastro etílica da tarde, tive uma duas horinhas pra me recompor (leia-se ficar sóbria e bela) e chegar ao cinema.
Gostei de Be cool, mas não recomendo.
Explico: o filme é meio besta, meia boca, mas eu estava no clima e dei muita risada.
Existem coisas melhores que passar umas quatro horas comendo, tomando cerveja e falando bobagem com a Lia e a Taci em um lugar bem agradável, mas são poucas.
Afinal, as duas são peruas da maior catiguria e não tem como não se divertir horrores com elas...
Na verdade, aconteceram várias conversas que mereciam ser postadas aqui, mas a amnésia etílica impede que isso ocorra.
Como prêmio por ser uma menina boazinha e organizada, hoje terei tempo de fazer uma sessão perua básica e ainda por cima de me dar de presente uma roupita nova pra usar na reunión (era pra ter sido providenciada ontem, mas essa vida de moça ocupada...)
Diliça.
Esse ano eu tinha decidido deixar meu aniversário passar totalmente em branco. Como é bem no feriado, que é prolongado, e eu vou viajar cedo, ou eu teria que fazer uma festa antes ou muito depois, e nenhuma dessas opções me apetecia.
Mas não resisti. Semana passada bateu a empolgação e resolvi organizar um micro petit comitê, obedecendo as restrições de espaço que eu tenho na minha casa.
Então, hoje à noite teremos um evento mega vip, mega fechado e disputadíssimo.
Com uma inovação: não haverá uma Daniella surtada atravessando a cidade minutos antes da festinha para buscar a comida, a bebida, etc.
Porque eu, muito organizada, conhecendo o que é ter um ascendente em virgem exacerbado, JÁ PROVIDENCIEI TUDO!
Sim, marquei a reunion para terça feira e, na noite de domingo, as bebidas já estavam na geladeira e a comida e os doces encomendados. Será tudo entregue na minha casa, com antecedência suficiente para arrumar tudo. Que fantástico... acabo de conhecer o conceito "dando festinhas sem se estressar". Excelente.
Ontem uma mulher que almoçou na mesa do lado estava comendo um prato de alface (literalmente, só tinha alface americana em cima do prato) e uma coca normal.
Alguém me explica porque uma pessoa faz isso?
Já que é pra ter uma refeição equilibrada, come um bife a milanesa com coca light, né, fofa?
Onetm fiquei horas e horas brincando com a Julia.
Agora as brincadeiras preferidas dela são a "dança da bacia" e a "vamos assustar a vovó?".
Adivinha quem inventou as duas?
Outro dia fui negociar uma renovação de contrato com um cidadão proveniente daquela região conturbada que fica a leste da Europa. É importante informar que o dinheiro a ser gasto não é dele. Ele parece o Papai Noel, um fofitos.
Papai Noel: Qual é o percentual que você sugere?
Mirim: Dez por cento, Papai Noel.
Papai Noel: Mas como! Dez por cento é acima da inflação!
Mirim: Papai Noel, Papai Noel... a inflação do ano passado foi de 11 e uns quebrados pelo IGP-M, que todo mundo usa pra reajustar os preços...
No milissegundo de silêncio que se seguiu, Mirim ficou se achando a sabichona por ter olhado antes o índice. Foi despertada do devaneio pela risada de Papai Noel do ourto lado da linha:
Papai Noel: hou hou hou... eu sempre falo isso. Eu sempre falo "você tá doida! Está acima da inflação!" E sempre tem alguém que cai e abaixa o preço!
Você, moça fina porém destemida, já tentou destruir seu recente relacionamento de diversas formas:
- Quando ele ainda transitava na zona obscura que separa a amizade da pretendência incipiente, você derrubou líquidos no futuro pretê. Em uma situação que não seria bom derrubar líquidos no seu futuro pretê. Pelo menos você, se estivesse no lugar dele, não gostaria nem um pouco do banho.
- Depois, agrediu-o de diversas formas: dedo no olho, cotovelada na cabeça, tentativa de atropelamento.
- Achando que era pouco, empolgou-se em uma conversa e deixou que ele descobrisse, através de testemunhas de sua (dele) maior confiança, que você é uma patifa de marca maior. Minutos depois, em outra conversa, agravou ainda mais a sua já delicada situação.
- Mais ainda, colocou-o no maior programa de índio de todos os tempos, do naipe dos que você vai contar para os seus netinhos, caso eles venham a existir. A história é tão boa, tão miquesca, que você planeja contar para netinhos emprestados, caso não produza os seus próprios.
Mas, como eu disse no início, você é destemida. Nada poderá detê-la. Limite é uma palavra que você decidiu ignorar. Noção é outra.
Então você resolve partir pro tudo ou nada.
Capricha no modelão. A ocasião merece. Vestido de lady, salto alto, perucón.
Sai com o pretê.
Decidem o destino de comum acordo: restaurante-moderno-badalado-cheio-de-gente-bonita-bem-vestida-fashion-demais.
Chegam, que sorte, não tem fila de espera. A hostess, sendofina.com, leva vocês para a mesa.
Tudo sem sobressaltos, até que...
VOCÊ LEVA UM ESCORREGÃO MEGA MÁSTER PLUS ESTRELINHAS. Daqueles. Mas daqueles; daqueeeeles, se não ficou bem claro.
Não se estatela no chão como uma jaca velha por pouco, mas muito pouco. Pouco no caso quer dizer uns vinte e três centímetros.
Como você É devota da Achiropita e ela realmente NÃO te larga NUNCA na mão, você tem um reflexo incrivelmente rápido e consegue se segurar. Pateticamente, mas consegue.
Claro que, a esta altura do campeonato, o restaurante todo está olhando pra sua cara, a hostess já está quase chamando a ambulância, o pretê está decidindo entre te ajudar ou morrer de rir.
Lembrando que é uma lady, você decide agir como tal. Continua andando, senta na cadeira oferecida pela hostess (que te olha como se você fosse verde e tivesse acabado de sair de um disco voador bem ali no meio do restaurante, o que é natural) e comenta, de leve, com o pretê (que te olha com uma cara de "eu não estou acreditando nisso! Será que pode rir?", o que é mais natural ainda): "nossa, dessa vez foi por muito pouco..."
Como você autorizou, o lord finalmente cai na risada, e você o acompanha. Porque foi realmente divertido, você há de convir.
Assunto resolvido. Pronta para a próxima tentativa.
Filha querendo dar A dica: Nossa, mãe, fui em um restaurante japonês muito bom no sábado...
Mãe zelosa: Japonês??? Você é louca filhinha! E a doença do salmão?!?
Filha destemida: Ah, mãe, não pega nada, essa doença. É a mesma coisa que comer alface fora e pegar lombriga...
Mãe zelosa revoltada: Imgina! Ai, o que eu faço com você??? Tarciiiiiiiiiiiisio...
Filha destemida se achando: Mãe, se liga! Quantas pessoas já morreram por causa disso? Por acaso mata?
Mãe zelosa tentando se acalmar: Não, não mata, mas o parasita pode ficar até 20 anos dentro de você!!!
Filha destemida preparando o bote: Então, se fica 20 anos é porque não mata... aliás, emagrece, não emagrece?
Mãe zelosa armando a própria forca: Sim, ouvi falar que emagrece...
Filha destemida delirando: Então, mãe, olha que maravilha! Imagina você ficar vinte anos com um bicho que emagrece dentro de você! Olha que felicidade!!!
Minuto de silêncio, suspense, respiração pesada de lado a lado.
Mãe zelosa capitulando: Onde fica mesmo esse restaurante?
Ser uma assídua freqüentadora das atividades troncais tem lá suas duas vantagens.
Por causa de um compromisso-a-princípio-roubada inesperado de trabalho, fui impedida de tomar parte em uma excursión que formou-partiu rumo ao show de Ivete Sangalo.
Fiquei com dó de mim mesma e extremamente brava por não poder tomar parte da suposta patifaria imperdível, até ouvir o seguinte depoimento, de uma das participantes:
Foi o pior programa de índio que eu já fiz na vida.
1. Paguei 80 roréis pelo convite mais 30 roréis pela van, isto é, uma pequena fortuna de 110 roréis
2. Entrei numa van, rumo ao Estância Alto da Serra, com mais 12 (do-ze, do-ze) MULHERES (mu-lhe-res)
3. Saí de São Paulo às 22h e cheguei a uns vinte quilômetros do dito local às 23h
4. Nesse dito local fiquei parada durante aproximadamente DUAS HORAS E MEIA
5. Consegui chegar a uns 6 Km da balada uma e meia da manhã
6. Desci da van com o resto da mulherada esse horário e, como visto, andei 6Km até chegar ao Estância
7. Cheguei no local e o show de Ivetinha estava acabando
8. Ela cantou 6 músicas enquanto eu estava lá... isso dá, mais ou menos, 20 roréis por música
9. Depois entrou o Grupo Zorra - o nome já diz como é boa a banda, né?
10. A faixa etária rondava os 19 aninhos
11. Cheguei em casa, completamente acabada, às 6h da manhã
Ótemo o programa, né lindinhas?
E teve mais...
Outros detalhes:
1. A van atropelou um passante da estrada
2. A mulherada, já com muita cerveja na cabeça, resolveu fazer xixi no meio da estrada. E fez, para alegria dos outros motoristas!
3. Imagina 13 mulheres tentando resolver o local em que iriam ancorar para curtir a balada? Não dá, né?
4. Meninos novinhos, da idade do meu irmãozinho, tentando me dar mata-leão ao som de ZORRA, turutumturum ZORRA, ZORRA, ZORRA, turutumturum!
É, ninguém merece...
Sabendo disso, fiquei até feliz de só ter morrido com os primeiros oitenta roréis. Eu dava cento e sessenta pra não passar por isso...
É quando alguém que eu mal conheço, ou nem conheço, ou, pior ainda, sei que existe mas tento ignorar completamente, começa a usar expressões que eu uso, falar do jeito que eu falo, escrever do jeito que eu escrevo, em uma tentativa (obviamente frustrada, além de patética) de ser uma sub-eu. Mais ainda quando a imitadora em questã é, sem sombra de dúvida, vulgar pra início de conversa.
Acho completamente natural incorporarmos expressões, e até mesmo trejeitos, de quem conhecemos e com quem convivemos. Isso acontece o tempo inteiro, é completamente normal e é claro que em relações de amizade rola uma espécie de autorização implícita, além da intensa identificação que existe entre as partes envolvidas. Um incorpora os melhores momentos do outro e todos ficam melhores.
Já quando a convivência inexiste não tem como não soar falso e forçado.
O lado bom é que não tem como não perceber a diferença entre a perspicácia e a classe sem fim da original e o jeitinho simplório-escandaloso-pseudo-engraçadinho da cópia.
Em resumo, pode continuar tentando, queridinha, que você não vai conseguir nunca.
Porque isso aqui não para mais de me trazer pessoas queridas e, aliado ao santo MSN, torna meus dias muito mais felizes!!!
Kika, querida, beijão grande pra ti.
Mandar um email para si mesma.
Abrir o dito email.
Mandar a confirmação de leitura, para você saber que você leu o email que você enviou para você.
Quando a confirmação de leitura chegar, abrir e ficar pensando "pooouuuuutzzzzz, esse email... foi pra quem mesmo???"
Quando ele te chama de Daní, colocando a sílaba tônica no í, ao contrário de todo mundo, que chama de Dãni, com o acento no ã, e você acha essa diferença a coisa mais charmosa desse mundo, o que isso pode querer dizer???
Às vezes, a infância é uma fase que não passa nunca. A pessoa fixa ali e não consegue sair mais, de jeito ne-nhum. Bom pra ela, que vive feliz em sua opção pureil, terrívi para os outros, que têm que conviver com um débil mental.
Mais comumente, graças a Dios, a infância vai. A pessoa evolui, muda, mas, quando menos se espera, ela tem uma recaída e acaba tomando algumas atitudes infantis, mas essa fase passa (mais ou menos rápido, dependendo de cada um e do estímulo que a fez regredir) e ela volta ao normal.
Difícil mesmo é quando a gente toma um choque de realidade e percebe, de repente, que a nossa infância acabou. Um evento, um anúncio, pode mostrar que tudo mudou. Pode ser pra melhor, mas mudou.
Impressionante como está cada vez mais apurada minha capacidade de me livrar de programas-roubada em cima da hora!
De vez em quando, até Chifia entra no rolo e, mesmo sem saber, acaba me livrando de cada uma...
Dia desses, em um petit comite chez Roitman, um moço contava como tinha sido seu fim de semana:
Fui pro carnabeirão... tava ótemo, muita loira gostosa, muita popozuda...
Alguém intercedeu: Bom, então você pegou geral...
Nah. Que o moço é de família. Nada... eu tava namorando!
Platéia estupefata: AHN?!?
Ele resolve detalhar um pouco mais o seu conceito de namoro: Eu cheguei na sexta, conheci uma menina, fiquei com ela, a gente namorou, bonitinho, mãozinha dada, etc. No sábado, fui pra balada, conheci outra, a mesma coisa. No domingo, de novo, mais uma namorada! Só namorando, toad noite eu tava namorando...
A platéia se entusiasma: Ooooohhhhhnnnnnn...
Ele resolve tirar proveito: Claro! Vocês precisam ver! É muito amor no lance! Muuuuito amor no lance!!!
Porque Patifa que é Patifa se encontra e se agrupa. E acha contribuidores a altura.
Essa veio assim, de bandeja, por email
Oi Lindinha,
Tenho que contar! Tenho!
Ontem o Lanchinho da Madrugada me ligou e eu resolvi atender, porque na minha fase pegadora não posso ficar recusando o menino só porque ele não vale um real ou porque ele me deu um balão.
Bom, daí, conversando sobre amenidades, ele contou que iria ver o Corinthians.
Eu : "ah, vai perder..."
Ele: eu aposto com você que ele vai ganhar.
Eu: tá bom, vamos apostar, o quê?
Lanchinho: hum... Risadas...
Eu: tá bom, de um jeito ou de outro, a gente sai ganhando!
Lanchinho: mas se eu ganhar, você paga a aposta triplicado.
Olha, nunca fiquei tão feliz na minha vida de perder uma aposta....
Agora só falta ele me executar, literalmente.
Quando se faz uma aposta, a gente tem mesmo que pesar os prós e os prós!
**************************
Primeira mensagem: recebida hoje, às 13 horas e 42 minutos.
Daniella, aqui é a fulana, da Loja-chiquetérrima-do-Iguatemi, estou tev ligando porque lançamos a nova coleção e queria que você viesse amanhã tomar um champagne com a gente...
Ou iéis.
Amo muito tudo isso.
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Segunda mensagem: recebida hoje, às 19 horas, 47 minutos
Ai, senhora, me desculpe, acho que liguei errado... Acho que não é do frigorífico, né? Nem do abatedouro... Enfim, desculpe.
Aquela vozinha patifinha tão conhecida fazendo graça.
Amo ainda mais tudo isso.
Semana passada, além do já citado filé ao roquefort, teve risoto de rúcula, presunto cru e brie. Handmade.
Hoje, ravioloni de vitela com molho de gorgonzola, que até a Mamãe Celia provou e achou uma delícia.
Aiai, sou praticamente uma membra da família Fasano!
Algumas amigas almoçam em um lugar bem movimentado. Cheio de Bofes com Bê maiúsculo. Daqueles que devoram picanhas com a mesma voracidade com que te devoram com os olhos. Coisa bonita de se ver.
Nos cantos do restaurante, TVs transmitem a final do campeonato-não-sei-qual. Bofes divididos entre as moças e as TVs.
De repente, um som gutural-coletivo toma conta do local:
Gurrrrrrrrrr...Huáááááá!!!!
Gol.
Uma das moças, mantendo o tom baixinho de voz e a atitude-sou-eleganet-sim-morram, sussura:
Vê só: você fica um tempão na seca. Não aparece nadica de nada, zero, esquece.
De repente, você começa a sair com um gatinho. Aí outro te liga. Um ex resolve aparecer. E assim vai.
Com todo mundo que eu conheço é assim que funciona.
Realmente, concentração de renda é um problema social muito sério.
Aí você tem uma viagem de trabalho. Corrida, cansativa e chata. Mas aí essa viagem é para Curitiba. A viagem é corrida, cansativa e nem um pouco chata. Porque lá você tem a sorte de contar com amigas queridas, queridas, queridas, e decididas a dar uma fugida básica pra ficar, nem que seja por meia horinha, com você.
Aí a viagem fica corrida, cansativa e muito, muito deliciosa
Eles são amigos. Muito amigos, há muitos anos. Mesmo sendo de bonitos, jovens e interessantes, a idéia de um beijar a boca do outro é repugnante para ambos, pois tem um quê de, sei lá, incesto.
Pois então.
Um dia eles resolvem, junto com uma outra amiga, enfiar o pé na jaca. Na verdade, a disposição é mais para nadar na jaca, se jogar na jaca, chafurdar na jaca...
Vão, os três, para a casa do moço. Iniciam os trabalhos jacais. Quando estes estão bem avançados, ele chega bem pertinho dela, lança o olhar-mortal-sedutor-cinco, entorta a boca e solta:
Ooooooiiiii... você vem sempre aqui???
(não esquecer que o aqui em questão era a casa do Sedutor)
A pretensa seduzida não teve outra reação que não cair na gargalhada. Quando conseguiu se recompor, o Sedutor solta:
Puuuutz... por um momento eu achei que a gente já tinha saído e você não parecia você!!!
Gargalhadas generalizadas, se recompõem e vão embora. Pra balada de verdade, afinal estava se tornando perigoso ficar por ali mesmo...
Quando um ajudante de caminhão vê uma mulher passando na rua, andando apressada e vestindo roupas de ginástica e tem a idéia de perguntar: ¿Oi, princesa, tudo bom?¿, será que ele acha mesmo que ela vai parar e responder ¿Tudo, princeso, e com você?¿