Terça feira fui na nova casa da Roitman. Linda linda linda de tudo. Falamos a-va-ler e demos muita risada. Isso sem falar da troca de emails pra marcar o evento. Muita risada nessa hora.
Amo minhas ajudantes. Definitivamente.
Segunda feira, depois de uma série de eventos-só-acontece-comigo, pude encontrar as duas Patis no final da tarde.
As duas tinham ido na Zepa e no Mestiço.
Fui ver as aquisições das duas e pude me ver... lembrei de quando descobri a Zepa e da satisfação que aquilo proporciona.
Você, um dos meus 3 leitores, só vai entender se nascer mulher!
Pra fechar, fomos na Casa do Brownie. Fui pro trabalho enquanto as duas foram se arrumar pra uma supermega festa. A vida é assim.
Então. O cappuccino de morango.
Entramos na padoca pra tomar café.
Em cima da mesa, tinha um cardápio de "Bebidas especiais de café".
Dei uma olhada: cappuccino, café com chocolate, com uísque, com creme de leite. Uma aberração me chamou a atenção: cappuccino de morango. Composto por café, leite, chocolate, espuma de leite e geléia de morango. Imediatamente chamei a atenção do Minou para a "iguaria". Falei algo do tipo eeeeeeeeeeeeeeca!
Inconformado com o fato de que, sempre que vamos comer, o meu pedido é melhor, ele resolveu contestar. Falou que achava que devia ser uma delícia, que isso que aquilo. Eu não conseguia reagir de outro modo a não ser fazer careta de nojo.
Ele, então, resolveu provar pra mim que sabia também encontrar delícias ocultas nos cardápios. Pediu o tal do cappuccino.
Rárárá.
A garçonete olhou com cara de espanto. Os tiozinhos do bacão fizeram aquela cara de espanto-dando-risada "Alguém pediu!!!"
Umas duas horas depois, quando eu já tinha quase terminado a minha bebida normal, chegou.
Rárárá de novo.
Vinha em uma tacinha de vidro. O treco tinha 3 camadas: vermelho em baixo, marrom no meio e branco em cima. Um moranguinho pendurado na lateral do copo e canudinho. Praticamente um drink.
A garçonete ainda por cima achou que era meu e veio colocando na minha frente.
Nããão, moça, isso não é meu não, é dele.
Passado o espanto do moço (e o meu ataque de riso), ele decidiu provar. Intragável, como era de se esperar. Pra tentar amenizar a situação, eu sugeri pelo menos misturar tudo. Assim ele conseguiu engolir. Mas deixou mais da metade.
O domingo começou excelente e foi só melhorando.
Olha a sequência de acontecimentos:
* café da manhã no Souza (nássa, lembrei agora que o digníssimo acompanhante tomou uma coisa nojenta chamada capuccino de morango, basicamente pra me provocar. Vai ter post especial)
*caminhada até o Masp, para encontrar as tudo de lindas da Pati e da Pati Y. Todas as risadas decorrentes deste encontro tão feliz. Oportunidade de finalmente passar pelo Maldito Domingo na Paulista e anotar o nome de todas as empresas que o patrocinam. Para não comprar mais nada delas.
*mais uma caminhadinha básica até o Santo Grão, pra levar as gurias pra conhecer o lugar. Água com gás básica (porque, na boa, encarar café aquela hora não ia dar)
*pit stop de segundos em casa e depois almoço no Pharmacia. Dispensa comentários.
*peruadinha básica no Iguatemi
*sobremesa? Ah, La Vie en Douce... e com a feliz constatação que eles inventaram o brownie de colher. Sim, eles inventaram o brownie de colher!!!!!!!!!!!
*pra finalizar... a Julia!!!!!!!! Vestida de primavera e com repertório de gracinhas devidamente renovado.
Sábado teve ainda a festa da mãe da Tá. Em um lugar super tudo de lindo, no vigésimo terceiro andar de um hotel, cheio de gente bacana, e, valha-me Nossa Senhora das Calorias, BOLO DE BRIGADEIRO CROCANTE!!!! E os docinhos da La Vie en Douce!
Ou iéis. Bora correr que nem uma louca!
Sábado acordei bombando. Fui correr no parque (e, pasmem, havia mais uns cinco guerreiros por lá, as oito e meia da manhã de um sábado chuvoso), voltei, fui cortar o cabelo (acertei! Achei um cabeleireiro perto-barato-pontual-obediente!!!), passei na depilação, coloquei meu guarda roupa abaixo (e agora tenho metade do que eu tinha em número de roupas, portanto, se você me ver cinco vezes com a mesma roupa, por favor me poupe de comentários desnecessários, sim?), fui almoçar e comer como se não houvesse amanhã com o Minou.
Aí chegou a parte mais legal:
FUI COM A LIA AO SHOPPING!!!!!!!!!!!!
Iupi.
Saldo das horas e horas e horas de peruagem:
* camisetinha fofa da Zara (dessa vez conferi o desenho antews de levar: nada de bonecas decapitadas nem caveiras)
* carteira de couro rosa (rosa! Luxo!) muuuuito menor que a anterior. Minhas bolsas ganhatam um espaço interno impressionante depois da aquisição
* sabonete pro rosto e demaquilante
* mil idéias para dominar o mundo que já esrão devidamente encaminhadas
Sexta feira fui jantar com o Denis e o Rogerio. Tivemos mais uma amostra de como são interativos e participativos os garçons dessa cidade de meu Deus.
Quem anotou o pedido foi o maitre. Quando terminamos, ele falou:
Ah, mas vocês não vão querer uma entrada??? Nossos mini hamburgers com molho de mostarda são maravilhosos...
Óquei, foi mais uma apresentação de tino comercial que de interatividade garçonística, dado que começamos a salivar e na mesma hora imploramos:
Traz, traz, traz...
Mas a coisa não parou por aí. Minutos depois o garçon veio à mesa, do nada, sem ser chamado e teoricamente sem motivo algum. Teoricamente...
Quem de vocês pediu o hamburger com terrine de pato?
Eu achei que ele ia falar que acabou, confirmar o ponto da carne... mas não. Ele só queria fazer amigos.
Ah, foi o senhor? Beeeela pedida! É o nosso melhor prato! Olha, é uma delícia, o senhor não vai se arrepender.
Nós-que-não-íamos-provar-a-oitava-maravilha-do-mundo olhamos com cara de desolados...
Não, o de vocês também é bom, mas o dele é o melhor prato da casa!
Tá bom, enxuguei as lágrimas e segui em frente, praticamente a Scarlett O´Hara em O Vento Levou...
Chegou o meu suco. Estupefata com a generosa porção servida, manifestei surpresa:
Nossa! Uma jarra! Mas é enorme!
O Garçon-animadinho não ia deixar por menos:
Senhora, com esse calor vai ser é pouco! Não vai dar pra nada, vai embora rapidinho...
Bom, antes assim que o outro que quase expulsou eu e o Minou do restô fran-cês...
Quinta feira eu saí da aula e fui no super ateliê da Goretti.
Como ela é uma tudo-de-linda, foi uma diliça... fiquei olhando as peças maravilhosas delas e tomando uma cervejinha...
Como eu sou uma tudo-de-consumista, precisava comprar um presente e acabei comprando dois. Uma pulseira pra aniversariante e outra pra mim. Também, é demais pra minha cabeça aquele monte de coisa bonita me olhando e praticamente falando: leve-me, leve-me, leve-me...
Corre cotia na casa da Dani. que hoje tá uma loucura loucura loucura. Sabe quando você tem uma série de "surpresas" e se enrola muito mais do que você previra no seu pior pesadelo? Então, esse dia é hoje.
Pra você ter idéia, meu telefone já tocou catorze vezes hoje. Só o celular. Conferi agora.
Tenho muitas coisas legais pra contar, mas vou ter que voltar depois...
Ontem a noite eu fiquei trabalhando até mais tarde com Chifia. Todo mundo já tinha ido embora, só eu e ele no escritório.
De repente, deu desespero de fome nos dois. Eram umas sete da noite e eu tinha almoçado umas onze da manhã e não comido mais nada. Ele não tinha conseguido almoçar.
Bateu o desespero e fomos procurar alguma comida perdida no escritório. Não encontramos.
Aí ele lembrou:
Poutz! Eu proibí as secretárias de comerem aqui dentro! Não vai ter uma droga de comida aqui!
Eu olhei com aquela cara de estou-com-fome-e-não-acredito-que-você-fez-isso.
Ele:
Ah, mas precisava elas me obedecerem tanto assim?
Lembrei do que acontece quando as secretas não o obedecem. Dei risada.
Chifia, vamos combinar? Proíbe elas de comerem coisas QUENTES aqui dentro. Assim não fica aquele furdunço de gente almoçando aqui dentro mas elas podem trazer umas bolachinhas, uns pães de queijo, e deixarem os restos pra gente!
Ele concordou e vai refazer a ordem. Por sorte eu sei como são as mulheres e dei mais uma fuçada no local. Descobri o esconderijo secreto onde as diabas malocam bolacha Bono pão de mel e salvei a vida de um de nós dois. Sim, porque, com a fome do jeito que tava, dali a pouco um voava pela janela...
Desde a última vez que escrevi, não vi nada bizarro, não tive nenhuma idéia diferente, não comprei nada, não fiz nada divertido.
Ou seja, não aconteceu absolutamente nada postável.
Nada, nada, nadinha.
Eu sabia que não deveria ter gastado todo o assunto do finde em um dia só!
Nossa, eu não lembrava como é libertadora a sensação de se arrumar para uma festa sabendo que lá você não vai pegar ninguém. E é libertadora.
Vontade de comer molho de mostarda com ahlo? Come, você mão vai pegar ninguém...
Batom vermelhão é o que mais combina com a sua fantasia? Passa, você não vai pegar ninguém mesmo...
Muito bom.
Se eu ganhasse um real pra cada reclamação que eu ouço no trabalho, eu estaria muito rica.
Por outro lado, se uma em cada dez pessoas que falam que vão me processar realmente me processasse, eu teria que gastar todos os reais acumulados com advogados...
A Julia está cada dia mais linda e coisa mais gotosa da Dani.
Hoje fui almoçar na MC e ela estava lá. Obviamente, tocando o terror com o aval e a ajuda de MC.
Toda sujinha, depois quase dormiu em cima do prato de tão cansada.
A minha lindinha.
Cama de Gato. Nássa, pesado, mas bom.
E ainda por cima tem uns depoimentos que beiram o tragicômico mas que agregam um mega valor ao filme.
Vale a pena.
Sábado teve festa a fantasia dos ajudantes da Lia. Formamos uma dinâmica dupla Diaba - Minnie e partimos.
Tive um problema de incompatibilidade salto-fino-deck-de-madeira-com-vãos, mas tudo se resolveu e foi moooooito divertido.
Porque sábado eu fui lá e, na volta, eu estava uns 40 reais mais pobre. E era a nova proprietária de:
* 03 pares de brincos, os três mega-fashion
* 04 camisetinhas, duas de manga curta e duas regatas
* uma fivela de cabelos
* uma tiara de diaba
* uma capa de diaba
* um batom de diaba
* im pacote de pão árabe mega delicioso que eu costumo encontrar só no Santa Luzia
* uma esfiha de coalhada e um ataif de nozes ( ambos na barriga)
* 37 gritos de "ê gostosa" "ô lá em casa" e quetais (o que muito me entristece, porque sabe-se que, nesta localização específica da cidade, gostosa = gorda, mas normal)
Eu sempre soube sou uma gênia. A diferença é que agora tenho como provar.
Sábado eu fiz um teste de QI e descobri que tenho inteligência acima da média. Sendo que eu tinha 45 minutos pra completar o teste e usei um pouquinho mais que trinta.
É claro que é um teste absolutamente científico, desses da internet (não sei como cheguei lá, portanto não posso dar o link), ou seja, não tem como contestar!
Sem pecado, com juízo e com saudade de quando era o contrário
Sexta feira eu obtive a absolvição para todos os pecados desta encarnação. Os cometidos e os por cometer.
Porque tem que ter alguma compensação para uma ser, que por pura e simples ecolha profissional burra, é obrigada a levantar da cama as três da manhã (sim, você leu certo, sexta feira três da manhã), pegar o seu carro e ir pro silviço, que fica, dessa vez, longe pra dedéu (ó, que novidade!), mais especificamente nos estúdios do SBT, do Seu Silvio. Na Anhanguera, a esrtada mais mal sinalizada de todo o Estado. Que se perde na ida e quase chega atrasada. Que erra a saída navolta e vai parar na Vila Leopoldina, com fome, com sono e cansada, e demora hooooras pra chegar em casa.
Que trabalha mais de doze horas praticamente sem intervalo, com uma ogra reclamando o tempo todo e sentindo, pra tortura ficar completa, um maravilhoso cherinho de pão assando.
Mas tudo bem! Oba! Agora eu já posso torturar velhinhos, criancinhas, animaizinhos e serzinhos indefesos em geral.
Posso ou não posso?
O que você estava fazendo hoje as onze da manhã?
Então... deixa eu contar.
Eu estava subindo uma escadinha feita de varetas (entre aspas, porque eram varetas de alumínio, o que não as configura varetas comme il fault, mas eu não consigo achar outra palavra), de cerca de una cinco metros de altura, pra chegar no alto de um tanque de óleo diesel que fica no estacionamento coberto (galpão, de pé direito alto) de um jornal no centro de São Paulo. Chegando lá, pude perceber que as pombas não devem ter problemas de prisão de ventre, tamanha a quantidade de, digamos, fezes das mesmas que estava acumulada.
Completando o insólito da situação, fui guiada por um tiozinho tagarela de 68 anos que ficava me perguntando se eu era solteira ou casada e que se faz acompanhar sempre por um escravo (ó, dessa vez a escrava nem era eu, ele me chamava de "doutora" e tudo...).
Desnecessário dizer que a lady estava adequadamente vestida para a ocasião, com blusinha levinha, blazer, salto alto, escova no cabelo e mil e setecentas pulseiras. Além do batom impecável e do rimelzinho nosso de todo dia, claro.
Quando o velhinho falou que ia subir, o outro acompanhante (fora o escravo e o velhinho, tinha mais dois, o que configurava uma comitiva) arregalou o olho a falou Você vai????????.
Eu falei Claro! e fui. E ainda por cima fui a mais rápida de todos.
Rerere... sabe aquela história que nós somos melhores porque fazemos tudo o que eles fazem, mas de salto alto?
Então... comprovei na prática.
E teve ainda uma outra maldita, linda, linda, liiiiiiiiiinda...
Uma boca maravilhosa, olhos gigantes verde água, corpo perfeito. Per-fei-to. I que eu quero ter. O que eu tenho que regular o número de doces semanais e acordar de noite pra fazer ginástica pra ter.
A $#%@$%# vai, na minha frente, entra na Padoca e solta, alto, pra todo mundo ouvir:
Moço, eu quero um misto quente. Enquanto o misto não vem, quero uma coxinha e uma fanta. É, normal. Obrigada.
Maldita. Mil vezes maldita.
Olhei para o meu pão diet com queijo diet, alface diet e tomate diet. Olhei para a minha água diet. Desejei sinceramente que as artérias delas estejam todas entupidas com a gordura que ela come. Desejei, pronto, falei.
Ougód, porque existem mulheres que, mesmo sem ter rosto de modelo, mesmo sem ter corpo perfeito, saem na rua de saia, jaquetinha, camiseta, sapatilha e ficam deslumbrantes??? Porque existem essas malditas que parece que nasceram sabendo fazer combinações translumbrantes? Porque elas sempre têm uma bolsa que me faz ficar babando por dias? Porque elas sempre atravessam a tua na minha frente e me despertam uma vontade quase incontrolável de acelerar e, no mínimo, quebrar as duas pernas delas?
Eu tenho uma inveja, mas uma inveja dessas mulheres-editorial-da-Elle...
Acham que eu parei? Não... não paro nunca mais!
Ontem inventei um maravilhoso molho de mostarda low-carb...
Tá certo que virou low carb porque eu esqueci que na minha casa não tem farinha, maisena nem nenhuma espécie de engrossador de molhos (reparou na evolução? EU JÁ SABIA que as pessoas colocam essas coisas nos molhos, e nem precisei ligar pra minha avó...) e tive que improvisar, mas no fim minha carninha com molho de mostarda ficou diliçosa.
Fui almoçar. Depois do almoço bateu aquela vontade de docinho, sabe?
Então.
Bem nessa hora, uma vitrine cheia de brigadeiros cruzou o meu caminho. Todos eles me olhavam e suplicavam Vem... vem e me come agora... Fui. Mas parei antes e pensei:
1. na delícia que foi sair da minha cama antes das seis da manhã pra fazer ginástica
2. nas minhas calças todas que estão indecentes de tão apertadas
3. no verão que se aproxima
4. na saia maravilhosa, igual às que a Amanda-ex-filhinha-da-Família-Adams usa (só que com uma estampa mais legal), que eu vi na Antes de Paris mas não comprei porque estou de castigo e só posso comprar roupa quando voltar ao meu tamanho normal
E resisti. Sim, senhores do juri, eu cheguei perto da vitrine, olhei, pensei "Doce só um, e só no final de semana, que nem você tinha prometido. Depois que der a primeira emagrecida, vai poder um bem pequenininho todo dia".
E agora estou dois reais mais rica e umas 200 calorias mais magra.
Que lindo, que delícia.
E sábado eu pego aquele brigadeiro. Ah, se pego.
Hoje tive que dar uma de chefe e pegar pelo pescoço as duas secretas.
Sabe mãe, quando coloca o irmão e a irmã um na frente do outro e fala: Beija! Ela é sua irmã e vocês têm que se amar! (pelo menos a minha fazia isso)?
Então, igualzinho. Com a diferença que eu:
* não tenho filho
* não são dois loirinhos fofos que estavam se estapeando por causa do iogurte do coco, e sim duas véias quase com idade pra serem minhas mães
* não posso berrar nem dar uma de louca, muito menos ameçar dar uns tapas na boca das duas (licença poética geralmente concedida somente às mães...)
Chifia ligou agora pra cancelar uma reunião que sinceramente eu não estava a fim hoje. Mas nem vou ficar felizinha, não. Porque, do jeito que as coisas são, vai acabar ficando pra sexta a noite, domingo de manhã, sábado na hora do cinema...
É chegar em casa depois de uma mini-excursão sob sol causticante pelo Estado de São Paulo, da qual você foi guia-passageira-motorista, tirar a roupa que estava te matando de calor e tomar um banhão, com o sabonete novo de limão, que tem o cheirinho mais tudo de bom do mundo, e passar um creminho pro corpo, outro pras mãos, outro pros cabelos...
Encarar a pilha de coisas pra estudar que está ali do lado me esperando nem vai ser tão ruim assim.
Hoje fiz o trajeto Guarulhos - Sorocaba - São Paulo. Contrariando todas as expectativas, fiquei muito pouco tempo no trânsito na entrada de São Paulo (se tivesse tudo parado, eu espertamente tinha planejado uma passada na Daslu outlet pra esperar o tempo passar. Ainda bem que tava livre).
Se existisse programa de milhagem pra carro, eu tenho certeza que já teria ido umas cinco vezes pra qualquer país da Ásia ou da Oceania na faixa...
Evento 1: churrasco de amigos, domingo de sol. As pessoas uma certa hora perguntam: Dani, cadê o namorado? Dani responde: foi viajar hoje, está trabalhando em Comandatuba...
Evento 2: churrasco de amigos, domingo de frente fria, um mês depois. As pessoas uma certa hora perguntam: Dani, cadê o namorado? Dani responde: foi viajar hoje, está trabalhando em Comandatuba...
Juro que teve gente me olhando com cara de coitadinha... Arrumou um namorado imaginário...
Minha gêmola-perdida-na-maternidade-e-encontrada-na-adolescência reagiu finamente à idéia de presentear uma futura Mamãe com fraldas em um eventual chá de bebê:
Dou fralda sim, claro que dou... De pano! Quer ser mãe, não quer? Onventou, não invenotu? Então vai lavar fralda, na mão, pra ver como é bom ser mãe!
Imediatamente omaginei a futura filha de gêmola, aos 15 anos de idade, entrando na sala e anunciando que está grávida... O que será que acontece?
Ontem, no churrasco de aniversário do Rogério, o bloco estava repercutindo um assunto muito polêmico, de uma gravidez inesperada.
Ao ser informada do fato, Lu não exibiu nenhum sinal de choque. Sorria, sorria e sorria.
Quando alguém observou a aparente calma da moça, ela tasca:
Eu sou advogada, queridos... pra advogada, problema é uma coisa que não abala, que nem existe. Você fica sabendo da bomba, sorri e fica pensando quanto vai custar pra resolver. Só isso. Sem stress
Siiiim, ela está lá longe (porque, como ela mesma fala, Chicago não é perto de nada, nem do Canadá), mas boa correspondente internacional que é, está sempre contribuindo (diferente de umas e outra que sí fucam tocando o terror).
Assunto: Noticias da terra de George W Bush
Dani, primeiro deixe-me comentar que o seu e-mail realmente e diferente. O meu tambem, mas veja bem, foi a propria aol que criou, misturando as letras do meu nome (ficou bom!!! Genial este programa).
Bem, vir para ca esta sendo mais complicado que eu pensei, eu sou a rainha de me preocupar com o que nao importa (como vou ficar sem fazer as unhas duas vezes por semana?????) para evitar pensar no que realmente vai pegar (como eu vou pagar as contas em dolar?? como eu vou sobreviver sem meus amigos?? - o blog ajuda bastante, e verdade). Entao agora estou sendo forcada a pensar nas questoes que sao o bicho. Mas chega deste papo existencial.
Voce sabe que estou aqui para fazer mestrado em direito. Entao resolvi incorporar a minha heroina: Elle Woods, a legally blonde. Para comecar, comprei um laptop igual ao dela (menos para copia-la e mais porque era o mais barato e muuito lindo). E um iBook branquinho com uma maca (apple) iluminada. E lindo. Estou amando. Ate eu comprar o computador, estava completamente isolada do mundo - sem TV, sem telefone, e sem e-mail!! Como sobreviver sem e-mail? Eu era o naufrago Tom Hanks, bem mais gorda e branca.
Aqui no predio, tem um computer center, que e controlado pelos indianos. Sim, devido a proximidade da faculdade, o predio e habitado 70% por estudantes estrangeiros. Os indianos controlam o computer center, o que me fez pensar em me enrolar num sari rosa choque bem bonito, bordado de dourado, mas eu nao sei onde e a 25 de marco daqui, entao...
Bem, quando eu sai do predio e fui finalmente passear em downtown (que e liiiinda), eu fiquei muito triste. Eu achava que, ao contrario da Pi e da Mireli, que foram competir com as maravilhosas italianas e as charmosas francesas (com muita vantagem para o lado delas, claro), eu estava vindo para a America, portanto, sem problemas. Sim, problemas. Cheguei aqui no fim do verao, e encontrei as americanas que importam bronzeadissimas, malhadissimas, altas, loiras e de olhos azuis. A Barbie estava dando uma festa e nao me chamou. Veja bem, as americanas que importam, que eu nao vou ficar prestando atencao nas outras, ne, eu preciso me espelhar em alguem para evoluir.
No mais, devo dizer que este pais e feito para consumo, que e o que movimenta, alimenta e suporta estes milhoes de pessoas. Assim, estou no paraiso, mas sem dinheiro. Com excecao dos sapatos e das joias, que no nosso Brasil sao muuuuuito mais bonitos (e nao apenas mais baratos). De resto, maquiagem, roupas, lingerie, moveis, carros.. oh boy, don't get me started.
Mas aqui em Chicago nao tem gente estilosa como no Sex and the City, nao, portanto, aguarde minha proxima viagem a grande maca (sem acentos e sem cedilha neste laptop americano...).
Beijos, e mantenha o blog alimentado por caridade para a sua amiga isolada no Midwest (claro, Chicago nao fica perto de NADA NADA NADA). Nem do Canada.
Mando uma fotinha da sua amiga downtown no Millennium Park.
Beijos
Bela
Ontem fui almoçar com o Minou. Escolhemos um restaurante que eu tinha passado na porta e achado bonito. Decidimos experimentar.
Sentamos, e de cara eu achei a música meio alta.
Ok, começamos a olhar o cardápio.
Poucas opções, nada que despertasse muito interesse (e vamos combinar: não despertar o MEU interesse, considerando ainda o fato que eu estava com muita fome, é fim de linha para qualquer coisa comestível).
O Minou chamou o garçom e perguntou, inocentemente: Esses pratos são individuais?
Tem coisa mais normal? Será que é uma pergunta muito inusitada para um garçom?
O fino responde, com ares de óu-um-lorde-inglês-como-eu-não-merece-passar-por-isso: Este é um restaurante FRAN-CÊS. Os pratos são IN-DI-VI-DU-AIS
Meu sangue ferveu. Borbulhou. Mas como corriqueiramente sou chamada de atacada-à-toa, resolvi dar uma chance à paz.
Continuei lendo o cardápio. Encontrei um peixe que me pareceu bom. Mas não havia menção a acompanhamentos. Sem lembrar que ali não são permitidas perguntas, chamei o lord inglês e tasquei: Esse Saint Pierre vem acompanhado de que?
A resposta começou inacreditável: O Saint Pierre é um peixe
Interrompi: Eu sei que o St Pierre é um peixe. Eu perguntei outra coisa.
Lord respondeu, mas eu nem captei o que. Minha paciência com aquele lugar horrendo já estava esgotada. Peguei meu Minou, minha bolsa e saí correndo dali. Fomos pro Pasquale, comer antipasti e massas fantásticas até morrer e ser tratados como amigos que chegam pra almoçar. Como deve ser.
O francês-do-lord? Dou cinco semanas pra estar fechado. Se eu fosse o proprietário, já fechava hoje mesmo, pra minimizar o prejuízo.
Um pequeno momento de desabafa, se é que você me permite
Incrível como em pleno ano de 2004, depois de quebradeiras gerais de nossos papais, vovós e titios para conseguirmos ter um pouco de paz e um mundo mais bonito, menos preconceituoso, menos hipócrita, um monte de gente jovem, inteligente e teoricamente bem informada continua mantendo padrões comportamentais e pensamentos obsoletos.
Impressionante.
Gente que emite opiniões com as quais nem minha avó consegue concordar mais (é, a véinha é bem arejada, graças a Deus). Gente que tem atitudes que causariam escândalo (e por já ser consideradas retrocedentes, obsoletas e reacionárias, não por serem "avant gard" demais) quando minha mãe era mais nova que eu.
Quando eu vejo coisas assim, fico muito preocupada. Porque questões que eu achava que já estavam resolvidas e colocadas em sua devida dimensão talvez não estejam tão mortas-enterradas assim.
Faço então minha parte, e rezo e torço para que enfim um dia isso mude.
Montanha russa
Ou: como se vai do inferno ao céu e ao inferno em apenas um minuto e meio
Triiiiiiiiiiiim
Alô?
Dani, a reunião de Sorocaba amanhã cedo foi cancelada. O Mondrongo não vai estar.
Oba. Vou poder ir no parque, na manicure... não vou ter que acordar antes das seis da manhã nem ficar hoooras no trânsito, nem fazer o diliçoso trajeto Sorocaba-Diadema.
Ok. Vai ser remarcada, né? Pra quando?
Momento de pânico. Sei como é alegria de escravo...
Então...
Putz, ele falou então. Já era.
Então... você não tem nenhum compromisso na sexta a noite, tem?
Ai cacildis. Ai cacildis. Ai cacildis. Mil vezes ai cacildis. O que eu respondo? Deus, me manda uma idéia genial, manda? Só agora, uma só...
Vou ao cinema...
Anta, anta, anta. Mil vezes anta.
Bom, o cinema vai ser em Sorocaba, então... Mondrongo pediu pra marcar as sete e meia da noite. A gente tem que sair daqui umas cinco, né?
Ou góóóóóóóód. Droga de vida. Amanhã eu abro a lojinha. Amanhã eu faço inscrição pro vestibular de moda. Amanhã eu vendo meu carro e mudo pra Fernando de Noronha, amanhã...
Tá bom...
Eu também não queria essa hora, mas não tem jeito...
Combinado, então. Amanhã a gente sai as cinco...
Tempo total da ligação: 1min37. Conferido na memória do celular.
Acordei cedo, sol lindo lá fora, fui pro parque.
Cheguei em casa umas oito horas, tomei um banho gostoso e, quando saí, um super café me esperava.
Dei um jeitinho, de leve e sem cansar muito, na casa, coloquei saiota e chinelas e fui pra manicure.
Li a Estilo com a Cicarelli na capa enquanto a mocinha fazia massagem nas minhas mãos.
Voltei pra casa, trabalhei um pouco, fui almoçar na MC. Todos estavam lá, porque Irmão está de férias.
Trabalhei mais um pouco (fui até Diadema, mas não tinha nadica de nada de trânsito na ida nem na volta), estressei um pouco, mas só o suficiente pra dar uma animada.
Cheguei em casa, tomei um copo de iogurte e um sucão de maracujá.
Porque todos os dias não são assim?
Aliás, Marcia, esse negócio de convite é engraçado... a pessoa fica toda assim de não te convidar, quando na maioria das vezes você nem queria ser convidada mesmo...
Das duas uma: ou ela é a pessoa mais segura de si do mundo, ou é a mais mentirosa.
Quinta passada fui no Na Mata encontrar o Ninguém merrece e acabei participando da festa de aniversário da minha fã, a Tarci. Que contou aaaaaaltas aventuras manicurísticas. Uma fofa.
Ouvi a descrição de uma "festa iraaaaaaaaaaaaaaaaada!"
Uma das depoentes ficou dando mole pra um padre. Sem saber que o gatinho era padre.
A outra, pra uma biba. Sem perceber que o moço era do babado.
A outra capotou as onze da noite.
O outro ficou saindo a cada 10 minutos pra comprar gelo.
E mesmo assim a-do-ra-ram a balada.
Imagino como são as festas ruins desse povo...
Talitha e Rainha são notórias por seu pouco apego ao ato de comer. Ao contrário desta que vos escreve, as duas são capazes de sobreviver por dias e dias e dias com quantidades minguadas de alimentos.
Antaum.
No sábado, eu acordei cediiiinho pra viajar (afinal um caminhão explodido na sexta adiou nossos planos viajísticos). Comi meio pote de sucrilhos. Esperei a vida toda pra almoçar. Almocei uma salada, uma coca light e uma torta doce, ou seja, uma refeição equilibrada.
Durante a tarde: nada. Quer dizer, dois chopes. Quase nada.
Saímos a noite. No bar que agora ocupa o endereço para onde a gente mandava cartinhas para o Balão Mágico. Eu estava obviamente varada de fome.
Fui pedir um alimento. Talitha só permitiu um carpaccio de salmão. Pra dividir. Dividimos, então, os 20 gramas de peixe e os 8 gramas de pão.
Eu queria mais. Ela não deixou. Fui dormir com fome.
Nos outros dias armei uma rebelião e pude me alimentar corretamente.
Fome, nunca mais.
Voltei na segunda a noite, então ontem fui no Parque com o Minou, depois fomos almoçar no Grego da Zepa, tomamos sorvete de bem casado no Stuppendo (sim, demos a volta ao mundo sob sol causticante mas valeu a pena), voltamos pra casa porque eu achei que ia desamaiar naquele calorão todo (e olha que nem comemos tudo aquilo...).
Mais tarde, teve Original com a Lia e chope largado na metade por causa da bomba do século. João me deve um chope.
Uh diliça...
Fui pro Rio com a Talitha e o Pedrinho, hospedada pela Rainha dos Acontecimentos Bizarros, descobri que a força do pensamento pró-sol é imensa, fui em um bar que fica no endereço para o qual mandei minha cartinha pra Turma do Balão Mágico (e que foi sorteada!), comi um mooonte de bolinho e pastel...
Semana passada fui fazer as unhas e resolvi ter um novo momento de rebeldia, contra o esmalte Paris e contra os vermelhões e assemelhados.
Resolvi inovar e tasquei um rosinha.
Arrependimento total: parece que enfiei os dedos em um pote de iogurte e não lavei direito...
Nesta semana, decidido: vai ser vermelho-fogo e não tem conversa!
Afe.
Dois acontecimentos entre o bombástico e o bizarro entre a noite de ontem e a manhã de hoje.
Meu cérebro, que estava tão quietinho, tão devidamente derretido pelo sol do Rio de Janeiro, agora encontra-se em estado de excesso de informação...
Como deixam uma louca sair quebrando a cidade assim, sem nenhum planejamento?
Explico: depois de sete meses vendo a cidade inteira quebrada, a louca resolveu inaugurar alguns malditos corredores de ônibus.
O trânsito vai melhorar agora? Ah, vai, fiquem tranquilos...
Pois então.
Hoje peguei a Avenida Guarapiranga, que fica longe, loooonge.
O corredor dessa avenida já foi inaugurado.
Acontece que a fofa parece que esqueceu que tinha mudado os ônibus pra faixa da esquerda. Portanto, eles teriam que ter porta na esquerda.
Elementar? Médio. Elementar só pra quem pensa.
Porque quem não pensa vai, quebra tudo, transforma a vida de todo mundo no caos. Inaugura a obra. Pra depois perceber que a maioria dos ônibus ainda tem porta do lado direito.
Resultado...
Corredor de ônibus vazio, do lado esquerdo (e os motoristas nem pensando em usar a faixa, porque radar é o que não falta) e ônibus na direita.
Na pista do meio, todos os carros parados, prensados entre o nada e os ônibus.
Dá pra acreditar em gente assim?
Dia de cão dos infernos.
Acordei com as galinhas pra ficar uma hora tomando chá de cadeira.
Aguentando mau humor alheio. Do alheio que esqueceu que eu estava na mesma situação que ele: acordado com as galinhas pra tomar chá de cadeira.
Depois fui até perto de onde Judas perdeu peças de roupas pra ter que entrar em uma boca-de-lobo fétida. Ou seja, andei uns 50 km tomando sol na cachola pra nada, porque eu é que não vou colocar minha cabeça na guilhotina, assim, de livre, espontânea e consciente vontade.
Na volta, um calor do cão. Um trânsito do cão. Demorei mais uma hora pra voltar. Por um caminho que, neste mesmo horário, não deveria levar nem quarenta minutos.
Tem que acontecer uma coisa muito boa hoje pra compensar.
Muito boa.
Se você for me deixar esperando, não me deixe com fome.
Se você for me deixar com fome, não me faça esperar.
Se você me deixar esperando com fome, eu não me responsabilizo pelos meus atos.